Extratos da reunião de 10/03/2019

Nosso Mestre de Cerimônias, Jonas Rodrigues de Matos, deu início à reunião


Mesa diretiva. Ao centro, a Presidente Pilar Alvares Gonzaga Vieira, ladeada
pelo palestrante do dia, Leirton Marques e pela Vice-Presidente
Maria Lucia Victor Barbosa

O Acadêmico José Luis de Oliveira Camargo procedeu à leitura do
nosso Credo Acadêmico


Dia da Mulher
Pilar Alvares Gonzaga Vieira
Celebrado no dia 08 próximo passado, o Dia Internacional da Mulher, rendeu homenagem às nossas valorosas mulheres, esposas, mães, atuando em todas as áreas profissionais.
Foram grandes conquistas alcançadas pelas mulheres no campo do trabalho, política e igualdade diante da lei.
Porém, isto tudo é muito pouco!
Ainda vivemos em um mundo quase que exclusivamente governado por homens. Vamos continuar nossa luta, para que, em um futuro próximo, possam as novas gerações participar de tempos com menos violência, mais justiça social e, consequentemente, mais paz e harmonia.
Os opostos devem buscar o equilíbrio para que haja paz social. E essa harmonia só conseguiremos quando homens e mulheres estiverem lado a lado, decidindo os destinos do mundo, sem competições, sem demonstrações de força e poder,mas tendo como objetivo primeiro e maior, a relativa paz entre os seres humanos.
Quando os opostos, no caso homens e mulheres se equilibram, geram uma energia de luz pura, é isto que conduz o ser humano no caminho em busca da evolução e aprimoramento da espécie humana.
Todos os homens e mulheres nascem iguais, visto que estão imbuídos com os mesmos desejos básicos e instintivos.
Desejam o bem estar físico e mental. Desejam a oportunidade para desenvolvimento e expressar suas ideias e pensamentos. Esses desejos podem ser concebidos por diferentes povos e em diferentes idiomas; podem se tornar manifestos com frases ou expressões eloquentes.
As diferenças de expressões nos homens e nas mulheres, são superficiais e não fundamentais.
A tolerância é o reconhecimento dessas diferenças em cada um, e a defesa do direito de que elas existam.
O respeito mútuo e a tolerância em relação às diferenças de cada homem e de cada mulher é a chave para construirmos uma sociedade mais harmoniosa e evoluída.
A Academia de Letras, Ciências e Artes de Londrina, presta, em nome de todos os seus acadêmicos, as homenagens às nossas mulheres guerreiras que silenciosamente, a cada dia, mais conquistas têm realizado em nossas comunidades.
Através de leveza e fluidez da rosa, a mulher emerge para, sem disputas, mas como colaboradora, leve e suave como a rosa, para ocupar o espaço que lhe é devido.
  
“Alma de Mulher”

“Nada mais contraditório do que ser mulher...
Mulher que pensa com o coração,
age pela emoção e vence pelo amor.
Que vive milhões de emoções num só dia
e transmite cada uma delas, num único olhar,
Que cobra de si a perfeição
E vive arrumando desculpas
para os erros daqueles a quem ama
Que hospeda no ventre outras almas,
dá luz e depois e fica cega,
diante da beleza dos filhos que gerou.
Que dá asas, e ensina voar
mas não quer ver partir os pássaros,
mesmo sabendo que eles não lhe pertencem.
Que se enfeita toda e perfuma o leito, ainda que
seu amor não perceba mais tais detalhes.
Que como uma feiticeira
transforma em luz e sorriso as dores que
sente na alma, só pra ninguém notar.
E ainda tem que ser forte, pra dar os
ombros para quem neles precise chorar.
Feliz do homem que por um dia
Soube entender a Alma de Mulher!”
(autor desconhecido)



Declamação
"Rosa dos Ventos"
Acadêmica Leonilda Yvonneti Spina
(De sua autoria)

Nem Sinhá, nem libertária,
nem ingênua, nem pantera...
Mulher determinada:
- Conquista da nova era!
És farol, és leme,
âncora, porto seguro.
Liberal, consciente
 de que, afinal, a Pátria amada,
idolatrada, muito te deve!

Quem se atreve a dizer
que esta Nação seria a mesma,
não fosses tu a lavrar a terra,
a tecer nos teares,
a mourejar nas fábricas,
a brilhar nos esportes e passarelas,
a despertar emoção nas artes,
nas letras, na ilusão das telas...

- A provar teu talento
nas Empresas e Repartições;
a semear o saber em todas as gerações;
a propagar a fé, curar os enfermos;
a levar, sob a brancura dos aventais,
consolo e esperança
na solidão dos hospitais.

- A fortalecer a democracia
 pela presença nas ruas, nas praças
e nas tribunas, defendendo a coletividade,
 ou na seriedade dos Tribunais,
para que  Justiça se faça cada vez mais
(mas, sem escarcéu...), diante de Themis,
de olhos às vezes vendados,
sob a fragilidade de transparente véu!

Tens a mansidão dos rios,
porém, a fúria das tormentas,
quando te impões desafios
ou adversidade enfrentas!
Sabes ser missionária, enfermeira,
cuidar do soldado ferido...
És também cúmplice, companheira,
dando ao partilhar mais sentido.
És altiva militar, armada
para enfrentar  ou prevenir o perigo...
És ainda... anjo da guarda de teu lar,
nem sempre doce, porém, morada,
aconchego, abrigo...

Ah! Mulher, titular de tantos Ministérios:
- do Trabalho, Saúde, Previdência,
Fazenda, Educação...
E dos Transportes, principalmente,
pois assiduamente pilotas fogão, conduzes
carrinhos de feira, bebê, supermercados...
(És motorista, condutora, navegadora
por mares nunca dantes navegados...”)

- Secretária da Infância e Adolescência:
(trocar fraldas, que paciência!...)
 choro incontido, som alto no ouvido...
 (- Madrugar... por que não?)

E com os filhos crescidos
continuas acordada
 na madrugada,
 à espera de ouvir na porta
um divino toque...
A melodia da chave tem sons de harpas,
acordes de bandolins,
porque só assim consegues dormir
e sonhar com um mundo novo...

Mulher! Como Mãe e Maria,
o teu nome principia
na palma de tua mão...”
Tens a essência da flor:
- Simbolizas encanto e sedução...
E te tornas mais bela e enternecida
se abrigas em teu ventre
 a semente de uma vida,
quando já és rosa, não mais botão!...

És a um tempo: flor e espinho, veneno e mel!
Imprescindível como o ar, suave
como o orvalho, serena como a chuva,
ardente como o sol, fecunda como a terra...
Quanta força teu ser encerra!
Rosa... “rosa dos ventos”...
- Que rumos tomarás neste milênio?


Evolução técnica da imprensa no Paraná
Acadêmico Edilson Elias *
Bom dia, presidente Pilar Álvares Gonzaga Vieira, demais acadêmicos e todos os presentes que vieram prestigiar esse encontro.
Pela primeira vez venho nesta casa na condição de membro. Das outras vezes, meus pronunciamentos foram de Colaborador Cultural.
Em primeiro lugar quero citar o mais novo membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), Joaquim Falcão, que em seu pronunciamento de posse afirmou que a cultura é a matéria prima da Democracia. Quero fazer minhas as palavras do grande escritor do Oriente Gibran Kalil Gibran em sua célebre frase de que “a Cultura é o único bem que os tiranos não podem confiscar”.
A respeito da evolução técnica da imprensa devo dizer que o tempo é curto e irei ser breve... 
No século XV o inventor, gravador e gráfico do Sacro Império Romano-Germânico Johannes Gutenberg desenvolveu um sistema mecânico de tipos móveis que deu início à Revolução da Imprensa, e que é amplamente considerado o invento mais importante do segundo milênio. Johannes Gensfleisch zur Laden zum Gutenberg, ou simplesmente Johannes Gutenberg (me perdoem a pronúncia de meu alemão) foi um inventor, gravador e gráfico do Sacro Império Romano-Germânico. Gutenberg desenvolveu um sistema mecânico de tipos móveis que deu início à Revolução da Imprensa, e que é amplamente considerado o invento mais importante do segundo milênio. Teve um papel fundamental no desenvolvimento da Renascença, Reforma e na Revolução Científica e lançou as bases materiais para a moderna economia baseada no conhecimento e a disseminação em massa da aprendizagem.
Gutenberg foi o segundo no mundo a usar a impressão por tipos móveis, por volta de 1439, após o chinês Bi Sheng (Bi-chiê) no ano de 1040, e o inventor global da prensa móvel. Entre suas muitas contribuições para a impressão de Gutenberg estão: a invenção de um processo de produção em massa de tipo móvel, a utilização de tinta a base de óleo e ainda a utilização de uma prensa de madeira similar à prensa de parafuso agrícola do período. Sua invenção verdadeiramente memorável foi a combinação desses elementos em um sistema prático que permitiu a produção em massa de livros impressos e que era economicamente rentável para gráficas e leitores. O método de Gutenberg para fazer tipos é tradicionalmente considerado ter incluído uma liga de tipo de metal e um molde manual para a confecção do tipo.
O uso de tipos móveis foi um marcante aperfeiçoamento nos manuscritos, que era o método então existente de produção de livros na Europa, e na impressão em blocos de madeira, revolucionando o modo de fazer livros na Europa. A tecnologia de impressão de Gutenberg espalhou-se rapidamente por toda a Europa e mais tarde pelo mundo.
Sua obra maior, a Bíblia de Gutenberg (também conhecida como a Bíblia de 42 linhas), foi aclamada pela sua alta estética e qualidade técnica.
No Paraná
Quando se conta a história da imprensa paranaense é necessário lembrar sua evolução técnica de seus primeiros passos mostrando a ação dinâmica dos pioneiros que acreditavam no desenvolvimento do Paraná.
No início do século passado, por exemplo, mais precisamente, em 1919, o nosso Estado passou a conhecer um vibrante matutino. Trata-se da Gazeta do Povo, um jornal que se confundiu com o desenvolvimento tecnológico da mídia paranaense.
Na época de sua inauguração o jornal era feito manualmente pelo sistema tipográfico. O tipógrafo formava o texto desejado, numa gaveta com pequenos compartimentos, onde eram guardados separadamente os tipos utilizados na composição manual, ajustando o componedor (utensílio de madeira ou de metal que consiste numa lâmina fixa com rebordos em ângulo reto e um cursor no qual o tipógrafo ia juntando à mão, um a um, os caracteres que formariam as linhas de composição). Nesse sistema o profissional realizava um trabalho de paciência que dependia de enorme capacidade no manuseio das “letrinhas” e depois de montado ia para a mesa de paginação, onde era colocado numa bandeja rasa e, que precisava de um montador qualificado para executar a árdua tarefa de montagem. O nosso confrade Dr. José Luis de Oliveira Camargo, aqui presente deve se lembrar (seu pai tinha gráfica e sua mocidade foi de experiência no setor). Esse processo exigia grande habilidade e atenção do “paginador”, pois qualquer descuido poderia misturar as letras com tamanhos diferentes que eram conhecidos por “empastelar” as letras montadas (era a linguagem da época). Eu mesmo sofri com isso, quando curiosos adentravam em nossa gráfica tipografia, local em que eram realizadas essas artes e, alguns deles demonstravam aflição dizendo e colocando a “mão boba”, querendo ajudar, é claro, mas, trazendo um prejuízo de bastante tempo para colocar todas as letrinhas cada uma em gavetas diferentes. Preciso esclarecer que experimentei essa atividade ainda menino (nos anos de 1960) e por questões econômicas aprendi o sistema antigo.
Vejam o trabalho do gráfico-tipógrafo. Depois da paginação, quando não acontecia nenhum inconveniente, colocava a página numa armação de ferro e tirada uma prova para a revisão (correção dos erros) e na sequência ia para a máquina de impressão. Concluído o trabalho essas chapas eram cuidadosamente lavadas e depois distribuídas em seus compartimentos de origem. Numa página o tipógrafo utilizava letras de vários tamanhos, exigindo do montador enorme criatividade. Não obstante estar obsoleto o processo foi utilizado por outros jornais até o início dos anos de 1980. Com a evolução apareceu a composição mecânica, a famosa linotipo (equipamento utilizado na década de 1940, apenas pelos grandes jornais, era muito caro), uma espécie de máquina de escrever que contava com inúmeros itens e que era operada por um profissional especializado para a atividade. Importante lembrar que esse sistema, na época considerada uma evolução extraordinária, fazia os jornais ganharem velocidade em toda sua estrutura. Essas letras eram montadas em linhas inteiras prontas junto às de maiores tamanhos e depois de utilizadas retornavam às caldeiras numa temperatura que passavam por um processo de composição quente (400ºC) e tudo era derretido, para dar prosseguimento às novas montagens. O sistema de impressão precisava ser utilizado um molde de papelão com o nome de FRAM, recebendo a pressão de gravação através de uma telha de chumbo, que seguia para a rotativa. Alguns jornais que viviam no sistema manual faziam a impressão direta, sem o processo do molde de papelão. Era só colocar o chumbo na caldeira e recomeçar o trabalho para outras páginas retornando na sequência do derretimento.
A seguir veio a fotocomposição. As matérias eram digitadas num sistema de editoração e depois redigitadas e arquivadas. A Folha de Londrina foi o primeiro jornal do Paraná a ser impresso pelo revolucionário sistema a utilizar frio. Trata-se da OFF-SET. Atualmente os jornalistas realizam o trabalho em computadores modernos e as matérias são colocadas nas páginas pelo próprio computador, antes utilizava o sistema de fotolitos, atualmente já eliminados.
A fotografia também passou pelo processo de evolução. No início era utilizado um aparelho de vidro traçado com linhas paralelas nos sentidos horizontal e vertical. Tinha por objetivo decompor a imagem em minúsculos pontos, que conhecemos por retículas. Era colocada na máquina de fotogravura entre o original e o filme para o negativo, no qual era utilizado depois para a cópia das imagens nas chapas metálicas (zinco). A Radiofoto foi um fato que causou grande revolução na velocidade de reprodução fotográfica, onde era transmitida imagem de qualquer lugar do mundo via ondas de rádio. Atualmente existe a foto digital. O fotógrafo faz a foto e em poucos instantes ela já está pronta para ser impressa, eliminando vários processos como revelação e cópia, podendo ser transmitida de qualquer lugar do planeta via computador e até de aparelhos celulares. Quando não existe essa possibilidade pode ser utilizada a própria foto no scanner (um aparelho que faz a leitura da fotografia para introduzir a imagem no computador) e obter o resultado. Outro sistema revolucionário é a eliminação do fotolito. O computador faz a leitura direta das imagens para a chapa.
Atualmente muitos jornalistas já trabalham com Notebook, uma pequena maleta “a la 007”, que permite ao profissional desenvolver um texto com rapidez, além de contar com aparelhos celulares e câmeras digitais, permitindo enviar dados e fotos de qualquer lugar do mundo, direto para a redação, com perspectiva de montagem em poucos minutos. 
Todo o processo de digitação e fotografia sai do computador, gravam-se as chapas e vão para a máquina que desenvolve uma velocidade que varia de 10 mil a 50 mil jornais por hora, com alta definição de imagem.
* Edilson Elias foi Tipógrafo-Gráfico. É Jornalista, Economista, Professor, Historiador do Paraná, Pesquisador e diretor presidente do jornal FATOS DO PARANÁ® - Membro da Academia de Letras, Ciências e Artes de Londrina
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SIC TRANSIT GL0RIA MUNDI
Maria Lucia Victor Barbosa *
Se nada muda de repente, muito menos a maneira de ser de uma sociedade, fatos que vêm acontecendo em nosso país provam que, de fato, a glória do mundo passa.
Afinal, quem podia imaginar que haveria o impeachment de Dilma Rousseff? Mais espantoso ainda, a prisão de Lula da Silva? Quem se arriscaria na recente campanha eleitoral acreditar que o candidato do PT, Fernando Haddad, perderia a eleição presidencial para Jair Messias Bolsonaro, um candidato sem dinheiro, sem espaço na TV, sem coligações, ancorado por um partido minúsculo, esfaqueado durante a campanha por um assassino de aluguel que quase deu cabo da vida?
Durante a campanha analistas políticos faziam pose de intelectual, cara de inteligente e sentenciavam que não haveria a menor chance de Bolsonaro ganhar. Jornalistas se multiplicavam na mídia e confirmavam: ele não ganha. Pesquisas que bateram recordes de erros mostravam resultados nos quais Bolsonaro perderia de todos os candidatos se conseguisse chegar ao segundo turno.
Além disso, todos os candidatos combatiam o adversário do PSL. Um deles, Geraldo Alckmin (PSDB), que tinha mais recursos financeiros, mais coligações, mais tempo de TV, discursava: votem em mim porque se Bolsonaro chegar ao segundo turno com o PT este partido vai ganhar. Alckmin parecia esquecido de sua campanha anterior na qual, ajoelhado aos pés do PT que duramente o hostilizava, perdeu para o ídolo dos tucanos, Lula da Silva.
Nem os analistas nem a mídia se deram conta de que existiu nessa eleição o que chamei de Quinto Poder, ou seja, as redes sociais. Assim, a despeito dos enfatuados palpiteiros, Bolsonaro foi eleito com quase 58 milhões de votos. A glória do mundo estava passando para muitos, principalmente para o ex-poderoso Lula da Silva, que arrastava consigo seu partido para a inglória derrota.
Inconformada, querendo moldar a realidade a suas ânsias de poder, uma oposição encarniçada continuou a se abater sobre o vitorioso no período de transição. Cobrava-se dele a reforma da Previdência, algo que nenhum governo anterior fez. Ridicularizava-se os desencontros da equipe, situação normal de ajuste e também existente com outros eleitos que foram respeitosamente poupados. Nem a posse escapou do inconformismo dos vencidos. Houve desdém de alguns diante do brilhantismo da primeira-dama, que discursou no parlatório usando a linguagem de libras para o delírio da multidão que aplaudiu Michelle entusiasticamente.
Uma vez empossado, a oposição raivosa parece dizer ao presidente: “você tem o direito de ficar calado porque tudo que disser poderá ser usado contra você”. E assim tem sido. Nada que o presidente Bolsonaro diga ou faça é aceito pela mídia e os autointitulados progressistas, que melhor seriam chamados de regressistas.
Mesmo a cirurgia, complicada e dolorosa, consequência da facada, não escapou ao ódio. Como representante da esquerda um deputado do PSOL, mesmo partido do matador de aluguel, avisou que Bolsonaro estava morrendo. Sem dúvida, um agouro que ele expressava pelos companheiros, mas que felizmente não passou de mentira.
Todavia, as mudanças seguem seu curso e coisas antes inimagináveis continuam ocorrendo. Vejamos algumas bem marcantes:
O poderoso senador Renan Calheiros não conseguiu se reeleger presidente do Senado, mesmo com ajuda do presidente do STF, Dias Toffoli que destoando da tradicional demora em julgar da entidade suprema da Justiça, em plena madrugada ordenou ao Senado que a eleição fosse por voto secreto, conforme a Constituição nem sempre seguida pelos mais altos magistrados. Não funcionou. O senador vai tentar incomodar, mas como escreveu o jornalista Josias, “Renan agora está numa caixa de fósforo”. Comanda o Senado e, portanto, o Congresso, Davi Alcolumbre. A Câmara é presidida por Rodrigo Maia. Ponto para o presidente Bolsonaro.
Lula da Silva é condenado novamente na Lava Jato a mais 12 anos e 11 meses de prisão por corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro na ação que investigou a reforma do sítio Santa Bárbara em Atibaia. E esse é só o segundo de outros processos.
“Uma investigação da Receita Federal que aponta suspeita de ‘corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio ou tráfico de influência’ do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes será alvo da Corregedoria do Fisco. O procedimento aberto no ano passado, também investiga a advogada Guiomar Feitosa, mulher do ministro”. (O Estado de S. Paulo – A10, 09/02/2019).
O ministro Gilmar Mendes tem se notabilizado em soltar bandidos que os juízes prendem. Naturalmente, ele já se defendeu e disse que “a Receita Federal não pode virar uma Gestapo”.
Entretanto, o Supremo, antes um Poder respeitado, atualmente tem sofrido repúdio da sociedade por suas ações e omissões.
Tudo isso faz lembrar que sic transit gloria mundi, a glória do mundo passa. Afinal, a impermanência é a marca de quem vive e os pêndulos da existência oscilam sempre para cima e para baixo
* Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga e escritora
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APRESENTAÇÃO DE TROVAS
Homenagem à Mulher
Acadêmico Maurício Fernandes Leonardo





LEI ROUANET
Mitos e verdades do mais importante instrumento de financiamento cultural do Brasil
Leirton Marques *
Principais tópicos abordados:
- O patrocínio ou a doação aos projetos culturais podem ser deduzidos do Imposto de Renda?
- Como é feita a dedução?
- Todas as empresas podem deduzir do imposto de renda as doações ou patrocínios feitos a projetos culturais?
- Empresa tributada com base no lucro real mensal por estimativa pode deduzir o incentivo mensalmente ou somente na declaração anual?
- O valor da doação ou patrocínio que ultrapassar o limite de 4% do imposto devido no mês ou trimestre poderá ser deduzido nos períodos subsequentes?
- Pessoas jurídicas tributadas com base no lucro presumido ou arbitrado podem deduzir do IR as doações e patrocínios a atividades culturais?
- Microempresas e EPP optantes pelo Simples podem deduzir as doações e patrocínios?
- Como deve ser feita a transferência financeira das doações e patrocínios?
- As doações ou patrocínios a atividades culturais sofrem retenção de IR na Fonte?
- O limite de 4% do imposto também se aplica ao adicional de Imposto de Renda da PJ?
- Quem fiscaliza a aplicação dos recursos dos projetos culturais?
* Sócio Diretor HEMIZE Consultoria em Projetos. 
Bacharel em Administração de Empresas - UNIFIL. 
Tecnólogo em Gestão de Recursos Humanos (Universidade Positivo)
Especialista em Administração e Marketing 
(Universidade Estadual de Londrina)
Especialista em Economia do Meio Ambiente - 
(Universidade Estadual de Londrina)
Master Business Administration-MBA Gestão de Projetos
(SENAI Florianópolis-SC)


Acadêmico Sergio Alves Gomes
No tópico final da pauta da reunião, “Palavra do Orador”, o Acadêmico SERGIO ALVES GOMES, Orador da ALCAL, ressaltou alguns aspectos dos conteúdos apresentados e, a partir destes, sugeriu a continuidade da reflexão sobre os diversos temas apresentados. Iniciou por relembrar os fundamentos constitucionais que servem de base à “Lei Rouanet”, a qual foi objeto da palestra da reunião ordinária desta data. Enfatizou que a “Lei Rouanet” (Lei 8.313/91), ao instituir o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) visou dar cumprimento à Constituição da República Federativa do Brasil que, em seu art. 215 e seguintes, determina uma série de providências jurídicas e políticas a serem realizadas pelo Estado brasileiro em prol da garantia a todos do “pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional”, apoiando e incentivando “a valorização e a difusão das manifestações culturais”.  Neste sentido, frisou o Orador, a Constituição Federal (Lei Maior da ordem jurídica), além de ordenar a criação, por lei, de um “Plano Nacional de Cultura, de duração plurianual, visando ao desenvolvimento cultural do País e à integração das ações do poder público” (art.215, §3º), especifica  também os objetivos a serem alcançados mediante tal Plano, que são:  I- defesa e valorização do patrimônio cultural brasileiro; II- produção, promoção e difusão de bens culturais; III- formação de pessoal qualificado para a gestão da cultura em suas múltiplas dimensões; IV-democratização do acesso aos bens  da cultura; V-valorização da diversidade étnica e regional (CF, art. 215, §3º, I a V). Destarte, o Poder Constituinte explicitou, claramente, as finalidades que justificam suas determinações constitucionais, em prol da Cultura. Lembrou ainda o Orador, que no art. 216,§3º, a Carta Magna do País, usando de linguagem explicitamente imperativa, assim determina: “ A lei estabelecerá incentivos para a produção e o conhecimento de bens e valores culturais”. É diante de tais compromissos assumidos pelo Estado brasileiro perante o povo soberano que o instituiu (CF. art. 1º, caput e § único) – frisou o Orador  -  que se pode compreender as razões jurídicas, políticas e sociais  (constitucionais) que servem de sustentação à “Lei Rouanet” (Lei 8.313/91), muito bem  explicitada, em detalhes, pelo ilustre Palestrante Leirton Marques.
Em seguida, lembrando as palavras da Presidente Pilar Álvares Gonzaga Vieira - que dentre suas reflexivas considerações destacou a necessidade de se desenvolver uma cultura do equilíbrio, da tolerância, do diálogo, da cooperação, do reconhecimento do outro, da complementaridade entre os diferentes... - o Orador Sergio Alves Gomes, após fazer breves referências às diversas apresentações ocorridas na reunião, introduziu citações extraídas da obra “A Morte da Verdade”, de autoria de Michiko Kakutani, crítica literária do “The New Yourk Times” e  ganhadora do prêmio Pulitzer, em 1998. Na referida obra, a autora chama a atenção para o que denomina “declínio e a queda da razão” nos dias atuais e suas graves consequências para o convívio humano democrático. O tema enfoca, especialmente, as denominadas “fake news”, assunto atualíssimo, numa era em que o descompromisso com a realidade dos fatos é tamanho, chegando-se ao ponto de se inventar um termo correspondente a tal menosprezo do verídico: pós-verdade.  Pelo Orador foram citados os seguintes trechos da referida obra:
“Dois dos regimes mais abomináveis da história da humanidade chegaram ao poder no século XX, e ambos se estabeleceram com base na violação e no esfacelamento da verdade, cientes de que o cinismo, o cansaço e o medo podem tornar as pessoas suscetíveis a mentiras e falsas promessas de líderes determinados a alcançar o poder incondicional. Como Hannah Arendt escreveu em seu livro de 1951, Origens do totalitarismo: ‘O súdito ideal do governo totalitário não é o nazista convicto nem o comunista convicto, mas aquele para quem já não existe a diferença entre o fato e a ficção (isto é, a realidade da experiência) e a diferença entre o verdadeiro e o falto (isto é, os critérios do pensamento).’(p.9)
Segundo a mesma autora, “Trump, o 45º presidente dos Estados Unidos, mente de forma tão prolífica e com tamanha velocidade que o The Washington Post calculou que ele fez 2.140 alegações falsas ou enganosas no seu primeiro ano de governo – uma média de quase 5,9 por dia. As mentiras dele -  sobre absolutamente tudo, desde as investigações sobre a interferência russa nas eleições, passando por sua popularidade e suas conquistas, até o tempo que passa vendo TV – são apenas o mais espalhafatoso entre os vários sinais de alerta acerca de seus ataques às instituições democráticas e normas vigentes. Ele ataca rotineiramente a imprensa, o sistema de justiça, as agências de inteligência, o sistema eleitoral e os funcionários públicos responsáveis pelo bom funcionamento do governo norte-americano”(p.12)
Michiko Kakutani lembra também que “os ataques à verdade não estão limitados aos Estados Unidos. Pelo mundo todo, ondas de populismo e fundamentalismo estão fazendo com que as pessoas recorram mais ao medo e à raiva do que ao debate sensato, corroendo as instituições democráticas e trocando os especialistas pela sabedoria das multidões”.(p.12)
A autora cita frase do Papa Francisco, proferida em sua Mensagem  de 24 de Janeiro de 2018. Disse o Sumo Pontífice: “Não existe desinformação inofensiva; acreditar na falsidade pode ter consequências calamitosas”.  Em seguida, a autora menciona frase do ex-presidente Barack Obama, para o qual “um dos maiores desafios que temos em nossa democracia é o fato de não compartilharmos a mesma base de fatos” (p.13). E, também, afirmação do ex-senador Daniel Patrick Moynihan, para quem “todo mundo tem o direito de ter suas próprias opiniões, mas não seus próprios fatos”.(p.16)
Para melhor ilustrar o absurdo a que leva o menosprezo à objetividade, a autora cita um Comercial da CNN, mostrando a foto de uma maçã, seguida dos seguintes dizeres:
“Isto é uma maçã. Algumas pessoas vão tentar dizer que é uma banana. Talvez elas gritem repetidas vezes: Banana, banana, banana. Talvez elas escrevam BANANA em letras maiúsculas. Talvez você até mesmo comece a acreditar que isto é uma banana. Mas não é. Isto é uma maçã”. (p.22)
Ao final da reunião, o Acadêmico
Sergio Alves Gomes entregou
o Certificado de Participação
ao palestrante Leirton Marques
Feitas tais citações, o Orador encerrou sua fala, almejando que todo o conteúdo da reunião seja objeto de reflexão e estímulo ao contínuo crescimento intelectual e pessoal de cada um dos presentes, em prol de um convívio orientado pelos valores da solidariedade e da verdade. Um compromisso que vincula todos que integram a ACADEMIA DE LETRAS, CIÊNCIAS E ARTES DE LONDRINA, tendo em vista a natureza e as finalidades desta Instituição.        










Extratos da reunião de 10/02/2019

Nosso mestre de cerimônias, Jonas Rodrigues de Matos, procedeu à 
abertura dos trabalhos

Mesa diretiva, composta da presidente Pilar Alvares Gonzaga Vieira, ao centro,
ladeada pelo palestrante do dia, Rogério Alcântara Rodrigues,
e da Vice-Presidente Maria Lucia Victor Barbosa

A Acadêmica Rosa Maria de Mello Bomfim leu
o nosso Credo Acadêmico


O Amor
O amor é sem dúvida uma emoção divina, embora seja humanamente expressado e concentrado. É a mais sublime de todas as emoções que passam pela consciência humana.
Nos tempos em que vivemos, o mundo necessita de muito amor. O mundo em todos os tempos sempre necessitou de amor. O mundo sempre necessitará de amor.
O amor em sua plenitude é a suprema dádiva de Deus ao homem. Ele se constitui na benção final e característica, concedida à última e maior criação de Deus – o homem. Foi o amor que fez do homem uma imagem de seu Criador e o tornou ímpar no universo. O amor constitui a ligação eterna, indestrutível do homem com Deus.
Nas espécies inferiores do reino animal percebemos sentimentos de afeição ou estima compreensiva. Mas estes sentimentos não se assemelham, em essência ou efeito, ao sentimento de amor de que é capaz a consciência humana. 
O amor, entretanto, provém da intuição divina, da inspiração infinita, e raramente está em concordância com o raciocínio finito, do qual jamais se origina.
O amor é criativo. Aumenta em decorrência de sua expressão. Não se gasta, nem se consome. Amor gera amor, busca seu próprio poder em todas as partes e sublima-se em sua devoção.
O amor cria reações. Aperfeiçoa a pessoa que ama à proporção que sublima o ideal de seu amor. O amor do belo e pelo belo promove maior percepção de tudo que é belo. O amor pela nobreza da vida, transforma essa nobreza em sensação. O amor pelos valores espirituais, nas realizações humanas e universais, imprime o valor do espiritual em nossa compreensão.
O amor é o poder ilimitado pelo qual o homem pode governar sua vida, o mesmo poder pelo qual Deus governa o universo.
Temos muito por que expressar nossa gratidão todos os dias, todas as horas de nossa vida. A vida em si, já é uma rica benção, herança que é do amor.
O amor jamais é neutro, é sempre positivo. A ausência do amor permite que se manifestem o ódio, a inveja, o ciúme e o egoísmo.
As calamidades se abatem sobre as nações na proporção em que o amor é reprimido. O amor não pode ser restringido e continuar verdadeiro. A auto-suficiência e a auto satisfação são concepções pessoais que expressam um falso amor e geram o egoísmo.
A falta de consideração é uma negação da expressão do amor. Não agradecer, não mostrar gratidão, é uma retração do poder do amor.
A expressão do reconhecimento amplia o horizonte de reciprocidade. A gratidão verdadeira é um impulso de amor. Uma prece de agradecimento revela a expansão da consciência, coloca a alma do homem mais perto de Deus e desperta o amor no coração dos outros.
A forma mais segura de transmitir paz e felicidade a consciência de uma nação, de promover prosperidade e satisfação nas questões de um povo, é enviar ondas de amor para todas as criaturas de Deus.
O mundo está enfermo, seu corpo físico e político está em desarmonia. A dor, a tristeza e o infortúnio manifestam-se em todas as partes, mas o amor pode vencer essa desarmonia, o amor verdadeiro, universal, sem preconceitos, livre das distinções raciais.
Dia virá em que o amor será partilhado por todos, como acontece com o ar que respiramos.
Receber amor e transmiti-lo aos outros, desinteressadamente, representa o destino e a plenitude da vida.  
E como expresso na bíblia: “Ainda que eu falasse a língua dos homens, e falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.” (I Coríntios, 13).
Pilar Alvares Gonzaga Vieira


Nosso Momento de Arte contou com a participação do Maestro Fernando Mourão e das cantoras Luana Corrêa e  Juliana Petrucci, além do percursionista Jeremias.
Clique abaixo e assista ao vídeo da canção Samba de uma nota só, de Tom Jobim, uma das músicas apresentadas. 
Programe em tela grande.



DIREITO E POLÍTICA
Acadêmico Bruno A. Sampaio Fuga
O Acadêmico, advogado e autor de vários livros abrangendo o tema do Direito, falou sobre Direito e Política, um assunto de largo espectro. Quando recebermos seu texto ou resumo da apresentação, o mesmo será inserido no site.


A "LAVA-JATO" E SEUS 
EFEITOS NA SOCIEDADE
Rogério Alcântara Rodrigues*
Transmitir conhecimento não é apenas falar o que sabe, mas inspirar novas atitudes. Nesta reunião da Academia, o agente de Polícia Federal e integrante da diretoria executiva do Sindicado dos Policiais Federais do Paraná (Sinpef/PR), Rogério Alcântara Rodrigues, compartilhou um pouco do seu trabalho na Polícia Federal em palestra sobre a “Lava-Jato e seus efeitos na sociedade.
A iniciativa é consonante ao compromisso assumido pela atual gestão do Sindicato de fomentar a participação de policiais federais em eventos de formação e integração com a sociedade civil.
Rogério conta que os convites para que integrantes da carreira participem de ações como essa são frequentes, mas que a sensação de estar à frente e compartilhar um pouco do seu trabalho e de seus colegas é sempre única. “Foi bastante gratificante pois era um público bastante qualificado, exigente e a resposta foi extremamente positiva. Muitas pessoas ficaram sem poder perguntar em razão do tempo, tamanho interesse”, destacou Rodrigues.
Agente de Polícia Federal e integrante 
da diretoria executiva do Sindicado dos 
Policiais Federais do Paraná (Sinpef/PR)

"Povos e culturas que forjaram a Península Ibérica"

A Academia de Letras, Ciências e Artes de Londrina, em conjunto com o Instituto José Gonzaga Vieira, teve o prazer de receber o Prof. Juan Carlos Moreno, que nos honrou com a palestra "Pueblos y Culturas que forjaron la Península Iberica".
A presidente da Academia e do Instituto, Pilar Alvares Gonzaga Vieira, deu início à programação

Prof. Juan Carlos Moreno, o palestrante

Prof. Juan Carlos Moreno nasceu na Espanha, estudou em Madri e Buenos Aires, mudando-se para a Suíça onde obteve licenciatura em teologia e doutorado. Exerceu o cargo de diretor da Rádio Suíça Internacional e em 2004 foi residir em San Antonio, onde atualmente é professor de espanhol na Universidade St. Mary's.
Na palestra, o professor mostrou as origens e a evolução dos países Espanha e Portugal que compõem a península ibérica, com projeção de inúmeras ilustrações. 
Citou várias das palavras que utilizamos na língua portuguesa, originárias da Espanha e também dos árabes, que haviam conquistado a Península Ibérica entre os anos de 711 e 713.

Nossa Acadêmica Ludmila Kloczak comandou o protocolo


O Coral Musiarte regido pelo maestro Fernando Mourão, do Instituto José Gonzaga Vieira, e o Clube do Choro de Londrina, abrilhantaram o evento.
Antes de ouvirmos o palestrante, houve a apresentação de uma poesia por Carlos Eduardo de Lucena Hufler, aluno da Escola São José, de Cambé, que foi convidado pela Acadêmica Fátima Mandelli, também diretora daquela instituição

O palestrante, ao lado da Acadêmica Ludmila Kloczack e Dr. Luiz Parellada Ruiz, Membro Benemérito da Academia

O palestrante entre Acadêmicos e visitantes, na hora do brinde

Posse de novos Acadêmicos e Jantar Festivo

A Academia de Letras, Ciências e Artes de Londrina, coroando as realizações em 2018 - ano de comemoração dos 40 anos de atividades - empossou cinco novos Acadêmicos em noite festiva, com a presença de Acadêmicos, familiares e amigos, encerrando o ano com um jantar de confraternização.

Abertura dos trabalhos, com o Mestre de Cerimônias Jonas Rodrigues de Matos, a Vice-Presidente Maria Lucia Victor Barbosa, a Presidente Pilar Alvares Gonzaga Vieira e nosso Orador, Acadêmico Sergio Alves Gomes


A Acadêmica Ludmila Kloczak procedeu à leitura do
Credo Acadêmico



Boa noite a todos os presentes em noite festiva duplamente, em que comemoramos a maior festa da cristandade, o nascimento de Jesus, o término do ano 2018, e com o coração repleto de alegrias e júbilo por recebermos os novos acadêmicos que logo mais serão empossados.
O Natal expressa o amor de Deus para com toda a humanidade, sem exclusão de cor, raça, condição social, e deveria ser celebrado dando honra e louvor Aquele que é o homenageado, Jesus. Aquele que veio ao mundo sem teto, e que nos dias de hoje, todos os povos Cristãos, disputam sua presença em seus lares.
Que se festeje o Natal, com presentes, ceias, música e alegria, porque o Natal é uma festa da família espiritual de Deus. 
No ano que se encerra, agradecemos a Deus por todas as experiências vividas, agradáveis ou desagradáveis, mas sempre com o objetivo de nos fortalecermos e adquirirmos conhecimentos.
O ano que se encerra no dia 31 de dezembro, foi fértil em experiências vividas por todos nós, brasileiros.
Aos mais novos acadêmicos que nesta noite festiva agregam novos valores e conhecimentos a esta Academia de Letras, Ciências e Arte de Londrina, nossos cumprimentos e agradecimentos, por compartilharem o seu saber e conhecimento.
Desejamos a todos um Feliz Natal e um ano novo com muita paz, luz e alegria.
Pilar Alvares Gonzaga Vieira
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A posse dos novos Acadêmicos
Entrega do diploma da Cadeira 32 
a Bruno Augusto Sampaio Fuga, conduzido pela 
Acadêmica Dinaura G. Pimentel Gomes

Edilson Elias recebe o diploma da Cadeira 13,
acompanhado da Acadêmica Fátima Mandelli

Jan Luiz Lluesma Parellada assumiu a Cadeira 20. 
Seu pai, Dr. Luiz Parellada Ruiz, Membro Benemérito 
da Academia, vestiu-lhe a pelerine

A Cadeira 29 foi destinada a
José Luis de Oliveira Camargo, acompanhado
da Acadêmica Maria Lucia Victor Barbosa

Maria Cristina Müller recebendo seu diploma
da Cadeira 40, acompanhada do Acadêmico
Miguel Luiz Contani

Adriano Alves Fiore recebendo o diploma de
Membro Colaborador das mãos da Presidente
Pilar Alvares Gonzaga Vieira

Os cinco novos Acadêmicos empossados: Bruno Augusto Sampaio Fuga, Edilson Elias, Jan Luiz Lluesma Parellada, José Luis de Oliveira Camargo e Maria Cristina Müller

Agradecimento, em nome dos novos Acadêmicos


Senhora Pilar Álvares Gonzaga Vieira, Presidente da Academia de Letras, Ciências e Artes de Londrina, componentes da Mesa, Acadêmicas e Acadêmicos, Familiares, Amigas e Amigos, Senhoras e Senhores, Boa noite!
Cumpre a mim a tarefa de agradecer em nome dos novos Acadêmicos, Senhores Bruno Augusto Sampaio Fuga, Edilson Elias, Jan Luiz Lluesma Parellada, José Luís de Oliveira Camargo e eu, Maria Cristina Müller, a honra de ocupar, a partir de hoje, cadeira na Academia de Letras, Ciências e Artes de Londrina.
Agradecer é uma demonstração de gratidão.
Agradecer significa reconhecer.
Agradecer é uma ação, um ato. Como ação, deve vir sempre acompanhada do discurso, da expressão inequívoca que permite a compreensão do que está sendo agradecido e para quem o agradecimento é dirigido. É fundamental o dizer, a palavra: – estou grata, – muito obrigada.
Agradecer é uma ação que vai além do formalismo pedante, da retórica leviana ou da exigência da boa educação. 
A ação desencadeada no ato do agradecimento sincero representa o reconhecimento de um ato anterior, dirigido a nós por motivos que, às vezes, não conseguimos decifrar, mas que acolhemos. Acolhemos a ação do outro com humildade e respeito e, ao acolhermos, somos gratos. 
Hoje, ao agradecermos, reconhecemos a honra e a responsabilidade de sermos incorporados a uma importante instituição da cidade de Londrina: A Academia de Letras, Ciências e Artes.
Seremos, a partir desta data, ainda mais responsáveis por desencadear ações que venham a contribuir para as letras, as ciências e as artes em nossa cidade; contribuir para o desenvolvimento da cultura em nosso país.
Para isto, teremos que cultivar um coração compreensivo que saiba reconhecer a diversidade de manifestações, a pluralidade de concepções e a riqueza advinda das múltiplas formas de expressão cultural do povo brasileiro.
A cultura de um povo não pode estar restrita a uma única forma de expressão e, principalmente, submetida a uma hierarquia vazia que desqualifica e oprime expressões que não se ajustam ao academicismo ou aos valores de determinado grupo social. 
A cultura não pode estar restrita, em pior situação, ao esnobismo de alguns que se consideram bem-educados e, portanto, possuidores de um status superior. 
A erudição, o brilhantismo das artes, o conhecimento, estão presentes nas manifestações oriundas das diversas comunidades que compõem nosso país. Entretanto, isto não pode ser confundido com populacho e com massificação, não é disto que se trata.  
Os saberes populares, a sensibilidade crítica, a expressão criativa de todos aqueles que ultrapassam a massificação e a lógica do mercado precisam ser reconhecidos e valorizados. 
O valor da cultura está na capacidade de nos comover, de chamar nossa atenção em meio à urgência da vida. O valor da cultura depende da capacidade de nos sensibilizar. O valor da cultura não está na quantidade de moedas a que tentam fazê-la corresponder. Há uma diferença entre cultura e diversão e a esta diferença temos a tarefa de resguardar.
Pertencer como acadêmica e acadêmico ou comparecer aos encontros mensais da Academia de Letras, Ciências e Artes de Londrina não é passatempo, não é entretenimento fútil. 
Não que não seja proveitoso, agradável ou até necessário o deleite e a diversão. Como seres sujeitos ao ciclo biológico da vida, a diversão é fundamental e talvez seja recomendável nos rendermos a ela para escapar das pressões cotidianas e da fadiga comum à rotina. 
Todavia, a cultura não serve ao domínio da necessidade; a cultura é sensibilidade e se constitui quando os grupos humanos engendram um Mundo propriamente humano. Não um mundo de coisas fabricadas para atender às necessidades da vida biológica e à utilidade, como pode ser exemplificado pela construção de um teto sobre nossas cabeças, que serve de abrigo aos seus habitantes. 
As coisas, objetos, edificações etc., construídas pelos seres humanos tornam-se Mundo quando ultrapassam o processo vital da mera sobrevivência e consumo e quando resistem a ele. Quando a sobrevivência é assegurada, quando os objetos transcendem a mera utilidade, pode-se falar de cultura e de obra de arte. E isto não depende dos grupos sociais; pode estar presente na cultura popular e no museu.
Cultura é uma palavra de origem romana. Advém de colere, que significa cultivar, habitar, tomar conta, criar, preservar. Trata inicialmente de todo cuidado com a natureza, o cultivo da terra a que se dedica o agricultor. Mas também, como nos ensinou Cícero, o cuidado com a alma, o cultivo do espírito, tornando, desse modo, a Terra natural um lugar habitável para os seres humanos. 
Deste modo, o que estamos hoje a reconhecer aqui, ao tomar assento em cadeira da Academia de Letras, Ciências e Artes de Londrina, é o cuidado, a preservação, o cultivo das letras, das ciências e das artes, ou seja, o cultivo dos saberes produzidos pela civilização humana. O fazemos porque amamos a beleza e o belo. E amamos mais ainda o mundo humano; por amá-lo queremos que ele permaneça. 
Oxalá, estejamos à altura da honrosa tarefa que assumimos hoje.
Muito obrigada.
Acadêmica Maria Cristina Müller



Discurso de saudação proferido pelo Orador, Acadêmico Sergio Alves Gomes, aos novos Acadêmicos e novo Membro
Colaborador da Academia

Senhora Presidente, Pilar Álvares Gonzaga Vieira, caríssimos acadêmicos e acadêmicas, familiares e amigos, novos acadêmicos hoje ingressantes nesta Academia de Letras, Ciências e Artes de Londrina, senhoras e senhores,
Noite de luz! Noite iluminada e luminosa em nossa ACADEMIA, digna de júbilo e comemoração, por ser dezembro, por ser  tempo de confraternização, de externar mais afeto, fraternidade e  amor, inspirados em tantos exemplos, e de modo especial, no exemplo oriundo da memorável  gruta de Belém, o qual nos inspira e nos convida a laborar por um mundo de paz e harmonia entre todos os seres humanos.
Já é quase Natal e o Novo Ano se aproxima. Luzes de esperança reluzem. Mas é noite de luz, também pelo ingresso de novos integrantes a esta casa: cinco membros efetivos e um colaborador ingressam neste especial lugar. Especial porque aqui se encontram sempre em diálogo as Letras, as Ciências e as Artes a fazerem as conexões entre as diversas áreas do conhecimento e que hoje, festejam a chegada de BRUNO AUGUSTO SAMPAIO FUGA, EDILSON ELIAS, JAN LUIZ LLUESMA PARELLADA, JOSÉ LUIS OLIVEIRA CAMARGO e MARIA CRISTINA MÜLLER. E se regozijam não apenas com o que atestam seus brilhantes currículos sobre os feitos já realizados, mas, sobretudo, cabe ressaltar, pelo futuro promissor, ora antevisto, das contribuições  que certamente  trarão a esta ACADEMIA de LETRAS, CIÊNCIAS E ARTES DE LONDRINA. O fato de poder contar com uma pluralidade cada vez mais ampla de representantes dos múltiplos saberes que habitam a cultura fortalece esta Instituição, pensada pelo seu pai fundador - o talentoso poeta e causídico, João Soares Caldas - para ser morada de um amoroso convívio entre as Letras, as Ciências e as Artes.  
No século XVIII, na clássica obra Enciclopédia ou Dicionário Razoado das Ciências, das Artes e dos Ofícios de DIDEROT e D’ALAMBERT, já afirmava D’ALAMBERT (1) que uma academia é composta “por pessoas de capacidade diferenciada, que comunicam umas às outras suas luzes e compartilham suas respectivas descobertas, para a vantagem mútua”  
Está implícito em tal conceito de Academia que diferentes talentos são inerentes a cada ser humano e se desenvolvem na medida de seu cultivo, por meio da formação, isto é, da educação a que se tiver acesso. Todos temos necessidade de estabelecer comunicação recíproca e com o mundo no qual vivemos. Somos também, enquanto pessoas, capazes e sedentos de compartilhar experiências, vivências e o conhecimento que vamos adquirindo ao longo da vida. É o que se busca fazer nesta Academia: estabelecer um diálogo entre os diversos saberes, por meio das contribuições oriundas de estudos, pesquisas, atuações profissionais e artísticas de seu integrantes. Graças à diversidade de formação de cada um, a unidade da Academia se faz com a pluralidade e interdisciplinaridade dos conhecimentos que aqui aportam. Assim, em clima  de mútuo respeito e consideração, a participação de cada um se faz necessária, é bem vinda e valorizada.  
Destarte, quando se diz, nesta noite, que a Academia se alegra pelo enriquecimento que obtém com a chegada de novos integrantes, é porque ela percebe que cadeiras vazias há algum tempo serão ocupadas não apenas formalmente, mas, efetivamente, por membros que as dignificarão com sua qualificada atuação e contribuição, conforme sua área de estudos e atuação profissional. 
E a Academia está bastante segura de seu mister: aprecia e aplaude os resultados do esforço no apurar dos talentos, pois Letras, Ciências e Artes não se fazem sem o trabalho contínuo de aperfeiçoamento e busca do melhor possível que cada um for capaz de oferecer. Ser dotado de talentos e limitações faz parte da condição humana. Somente no convívio harmônico, respeitoso e de valorização do outro, com quem sempre aprendemos, é que podemos crescer individual e coletivamente, como pessoas e como nação. Assim, almeja-se que aqui também seja sempre lugar de crescimento contínuo e de aprendizagem, por toda a vida. Ninguém, dentre os humanos, obviamente, é “imortal”. No entanto, é graças ao senso de finitude, de incompletude  e de mortalidade que se obtém o senso de infinito, de plenitude e eternidade, como horizontes a nos impulsionar para além do “hic et nunc”, o aqui e o agora, para além do imediatismo, tão característico de certa visão obtusa que tende a só implementar o descartável, descartando inclusive milhões de seres humanos pelo nefasto processo da exclusão social, no mundo “líquido” descrito pelo sociólogo Zygmunt Bauman.
O currículo, como história de vida de cada novo Acadêmico traz razões para alvissareiras expectativas na Academia. Sabe-se que um currículo é o atestado da singularidade da vida de formação, atuação profissional e social de determinada pessoa, no tempo e no espaço  em que vive. Para o filósofo espanhol Francesc Torralba (2), “quando dizemos que todo ser humano é singular, estamos afirmando que ele é único e que ninguém mais poderá substituí-lo na história”. E acrescenta: “É por ser única que sua existência no mundo é tão valiosa e justamente por isso é preciso velar por sua vida e tratar com cuidado a sua presença. Se fosse a réplica de um modelo, a mecânica reprodução de um protótipo, o plágio de um arquétipo, seu valor seria relativo, mas sua unicidade lhe confere um valor singular.[...] A singularidade é um dom, mas também um dever, pois só nos tornamos plenamente singulares quando não negamos o que somos, quando reivindicamos essa singularidade e a expressamos no mundo em que vivemos”. Assim, bem caracterizado o valor da singularidade, singular também é a trajetória pessoal e única de quem ingressa nesta Academia de múltiplos saberes. Saberes literários, artísticos, filosóficos e científicos. 
Todavia, cabe lembrar que as singularidades somente crescem, se transformam e evoluem mediante o encontro com o outro, no compartilhamento de ideias, aspirações, valores, projetos, vivências que se transmudam em convivência. É um convívio que se dá entre os diferentes semelhantes, mediante o diálogo que enriquece não apenas cada participante, mas a própria Academia como um todo. 
Destarte, se olharmos para o percurso intelectual e pessoal de Maria Cristina Müller, positivado em seus dados curriculares, nos deparamos com uma história de amor ao saber filosófico. Este saber milenar, do qual brotaram as ciências, saber que não só valoriza a racionalidade mas também nos convida ao pensar que reconhece as limitações e fragilidades do próprio conhecimento. Assim como frágil e limitado é o próprio ser humano. Sua presença e atuação, Professora, com certeza, muito enriquecerão esta  Academia.
Na trajetória de Jan Luiz Lluesma Parellada, vê-se, simultaneamente, a vocação do poeta e escritor combinada com sua formação de engenheiro agrônomo que bem cedo escreveu poemas, crônicas, artigos e premiados contos, até chegar aos romances, lançados inclusive em versão digital. Com tamanha criatividade e inquietação intelectual, Jan Luiz, com certeza, trará sua verve literária ao aconchego desta Casa das Letras, Ciências e Artes. 
Há muitos anos atuando como jornalista e empresário da imprensa, EDILSON ELIAS, até hoje, colaborador cultural desta Academia, recebe, nesta noite, as boas vindas à categoria de membro efetivo, para ainda mais, doravante, contribuir com sua experiência de comunicador, editor de várias obras e autor especialmente interessado nos fatos históricos do Paraná.    
Com exemplar currículo na área das ciências médicas, JOSÉ LUIZ DE OLIVEIRA CAMARGO, também bacharel em Direito, trilhou antes de aqui aportar, longos caminhos de pesquisa, ensino e prática da Medicina, em prol da saúde de incontáveis pessoas. Aposentou-se, na UEL, após preencher um vasto e elevado currículo de atividades acadêmicas e administrativas nessa Instituição. Atua no corpo clínico dos principais hospitais de Londrina. Seus conhecimentos, certamente, muito nos enriquecerão com lições indispensáveis à cultura biófila, de amor à vida, conforme apregoada pelo filósofo ERICH FROMM, já tantas vezes aqui mencionado. 
BRUNO AUGUSTO SAMPAIO FUGA, o mais jovem dentre os novos e veteranos acadêmicos da ALCAL. Sua produção intelectual, no âmbito jurídico, evidencia talento, disposição e dedicação ao estudo do Direito, nos complexos tempos hodiernos. Os livros de sua própria autoria e os tantos artigos e capítulos de obras coletivas das quais participa atestam seu pendor e vocação para as letras jurídicas, advocacia e magistério do Direito. Sua presença junto a dos demais ingressantes denota a contínua renovação indispensável à Academia na realização de seus fins estatutários. Por isso, nos alegramos com sua chegada e contamos com sua valiosa atuação.  
Cabe também destacar  que a  Academia contará com um novo colaborador, na pessoa de ADRIANO ALVES FIORE, dedicado, especialmente, aos  estudos sobre  a Comunicação, a qual estabelece muitas conexões com diversos setores das ciências humanas por meio da linguagem, em diferentes manifestações desta. Toda colaboração que reforce a realização do papel institucional da Academia será muito bem vinda. 
Noite de luz, noite de paz, noite de alegria, de reflexão, de júbilo e  harmonia . Noite de encontro. Abençoada noite  que nos leva, por fim, a relembrar o que professamos na última frase de nosso credo acadêmico: “somos todos expressão da manifestação de Deus”. 
Sejam, pois, bem vindos à ACADEMIA DE LETRAS, CIÊNCIAS e ARTES de LONDRINA. 
Obrigado. 


1 -   Denis Diderot e Jean Le Rond D’Alambert. Enciclopédia, ou Dicionário razoado das ciências, das artes e dos ofícios. Vol.2: o sistema dos conhecimentos. São Paulo: Unesp, 2015, p.31. 
 2 - TORRALBA, Francesc. O Valor de ter valores. Petrópolis, RJ: Vozes, 2015, p. 38 a 40.
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DECLAMAÇÃO
A poetisa e declamadora Sônia Cunha apresentou
um poema, encantando os presentes
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CANTATA DE NATAL

Abrilhantando a noite, fomos brindados com uma sequência de músicas interpretadas pelo maestro Fernando Mourão e a cantora Luana Machado

Quinze dos nossos Acadêmicos reunidos


Vista parcial do salão, antes do jantar festivo

Confraternização dos Acadêmicos e familiares