Extratos da reunião de 13/11/2016

Mesa diretiva, composta pelas Acadêmicas Pilar Álvares Gonzaga Vieira, Vice-Presidente, Leonilda Yvonneti Spina, Presidente 
e o palestrante do dia, Dr. Glauco Borba

Nosso Mestre de Cerimônias, Jonas Rodrigues de Matos
conduziu a reunião

A Acadêmica Ludmila Kloczak procedeu
à leitura do Credo Acadêmico

DESTAQUES ACADÊMICOS

Reflexão:
Exigências dos Direitos Humanos como Núcleo Ético-Jurídico e Político da
Democracia
Acadêmico Dr. Sergio Alves Gomes


O propósito motivador do presente estudo consiste na construção de argumentos favoráveis à concretização  dos direitos humanos e da democracia  como elementos indispensáveis ao convívio social  pacífico e justo. 
Intenta-se, mediante tal reflexão, fortalecer  a compreensão sobre a relevância dos direitos humanos e a defesa de sua prevalência em toda e qualquer situação em que esteja em jogo o respeito à dignidade humana, o que implica, por consequência, a busca pela  expansão de uma sociedade inclusiva, isto é, não-excludente, uma sociedade cujo ambiente possa ser percebido como “morada, habitat” adequado à vida e ao pleno desenvolvimento de todo ser humano.  
Ao se situarem os direitos humanos como núcleo ético-jurídico e político  da democracia, pretende-se vê-los como essenciais à existência desta.  Assume-se, destarte, que não é possível dissociar a concretização dos direitos humanos da vivência  democrática, sem a qual o indivíduo  não disporá dos meios indispensáveis ao desenvolvimento das faculdades inerentes à sua própria natureza.
Em síntese, entende-se que sem a vivência dos direitos humanos não há democracia. Sem democracia, não há respeito a direitos humanos. Pois, na ausência desta, o indivíduo vê-se tolhido da efetiva possibilidade  de realizar-se  como sujeito partícipe de sua própria história, a qual engloba a de seu grupo, de seu país, de seu continente  e do mundo em que vive.   Se não participa, não se integra.  O “não-integrado”  é um  excluído.  A exclusão fere profundamente a natureza humana. Torna  o  ser humano - sociável e político por natureza, conforme as lições de Aristóteles  -    menos humano.  O ambiente de exclusão conduz  à barbárie. Nele habitam o egoísmo e a cegueira. Ambos são terrenos férteis para  engendrar a violência, produtora do caos.       
Lamentavelmente, a realidade  contemporânea conta com forte presença da barbárie permeando a  civilização. Tem-se um mundo farto de excessos, desequilíbrios, injustiças.  O Direito, no entanto, conforme aqui pensado,   pode ser transformador da realidade  social .  Pode opor-se à barbárie e engendrar, com base na Ética, a pauta de um  dever-ser que seja, ao mesmo tempo,  ético e jurídico. Ambos devem orientar a atuação política, para que esta se dê sempre em benefício do bem comum.   Para tanto, exige-se  a cooperação entre consciência, vontade e sensibilidade humanas: a consciência do que significa ser humano,  a vontade de construir um mundo favorável ao desenvolvimento de todos os seres humanos, ambas motivadas pela sensibilidade que possibilita a intuição emocional dos valores e o consequente reconhecimento da pessoa humana como valor capaz de  congregar a vivência dos demais valores.     
A consciência do dever-ser ético e jurídico clama pelo respeito ao ser humano, após terríveis experiências históricas que  o coisificaram ao máximo, por meio da “banalização do mal”, conforme expressão da filósofa Hannah  Arendt.
Tem-se por inaceitável a relativização absoluta de todos os valores, sob pena de se concretizar em plenitude o “mundo da natureza” desenhado por Hobbes. O valor da dignidade do  ser humano há de ser sempre preservado quando  se pretende uma sociedade democrática. É o limite que se reconhece a fim de não se retroceder à barbárie dos regimes totalitários e autoritários. Tal salvaguarda se concretiza por meio dos direitos humanos e  da democracia, a qual se institucionaliza no  Estado Democrático de Direito, paradigma caracterizado por um conjunto de princípios, dentro os quais tem proeminência o princípio da dignidade humana, inerente a todo indivíduo, pelo simples fato de ser uma pessoa e não uma coisa.  
Frise-se que o Estado Democrático de Direito contextualiza-se no âmbito da pluralidade de nações. Orienta-se em suas relações internacionais pelo princípio da cooperação, visando o bem da humanidade e assume perante a comunidade internacional o compromisso de dar “prevalência aos direitos humanos”. Consequentemente, exige maior diálogo entre a Constituição e os pactos internacionais que o País ratifica, o que implica a necessidade de intercâmbio entre Direito Constitucional e Direito Internacional dos Direitos Humanos. Com isso, o empenho na concretização de tal paradigma corrobora com o avanço da globalização também dos valores democráticos, visando à superação dos excessos e abusos do mercantilismo neoliberal excludente. 
Para que a democracia e os direitos humanos se concretizem, certos requisitos éticos, políticos e jurídicos hão de ser atendidos, como condição de possibilidade para tanto. Todavia, nenhum destes pressupostos pode ser compreendido sem o prévio questionamento sobre o sujeito em razão do qual Ética, Política e Direito ganham sentido: o ser humano. Assim, a principal pergunta kantiana merece atenção: “O que é o homem”? Diante desta questão fundamental, cabe refletir sobre a pessoa humana, os valores que orientam sua existência, o reconhecimento de sua dignidade e as decorrências de tal reconhecimento. Com isso, espera-se aclarar as razões pelas quais direitos humanos e democracia se interligam por meio de uma recíproca interdependência e fazem deles um núcleo ético-jurídico e político da convivência democrática. Quando tal núcleo é atingido em  razão do baixo índice de respeito a princípios éticos que servem de sustentáculo ao Direito e à Política, tem lugar o fenômeno da corrupção que assola e faz sofrer toda a sociedade. E este é um grande desafio para os tempos atuais, em vários países do mundo, de modo especial no Brasil, que vive grave crise de natureza moral, econômica, política e social, onde os escândalos oriundos de homens corruptores e corrompidos, ocupantes de elevadas posições políticas e econômicas, tornaram-se rotina nas manchetes diárias. Todavia, felizmente, várias instituições democráticas – especialmente a  Polícia Federal, o Poder Judiciário e o Ministério Público - têm demonstrado efetivo desempenho no combate a tal praga corrosiva das possibilidades da democracia. Pois só por meio desta é que se pode construir o ambiente adequado à vida e ao desenvolvimento pleno do ser humano. Para tanto, suas características merecem especial atenção e será objeto de análise do próximo tópico. 

OBS. O texto foi adaptado, mediante exclusão das notas de rodapé, para a comunicação apresentada pelo seu autor nesta reunião. O texto completo (a apresentação restringiu-se à introdução do tema) encontra-se publicado como capítulo I, do livro Estudos em Direito Negocial: Relações Privadas e Direitos Humanos, organizado por Miguel Etinger de Araújo Júnior e Ana Cláudia Corrêa Zuin Mattos do Amaral e publicado pela Editora Boreal, Barigui, 2015.

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Declamação:
Paraná, meu coração!
Acadêmica Leonilda Yvonneti Spina, de sua autoria


Paraná - Rio caudaloso –
Solo roxo, rico, uberoso.
Terra de todas as gentes:
- Eslavos, árabes, latinos,
Orientais, tupis-guaranis.
Charruas, arados e sinos,
Soja, aveia, mate, rami.

Paraná do avanço do oeste,
Dos mares mansos do leste,
Do norte – viris pioneiros!
Do arrojo dos pés vermelhos,
Do ouro verde dos cafezais.

Das rochas que a mão do vento
Esculpiu em Vila Velha.
Velha Lapa valorosa,
Antiga rota de tropeiros!

Morretes, Porto de Cima,
Os solares de Antonina
Com sua história secular.

Ilha do Mel, Serra do Mar,
Paranaguá – Porto primeiro!
Azuis encostas, mil gaivotas
Alçando voos altaneiros.

Garças brancas, guaxinins
Habitando os manguezais.
Frágeis codornas, perdizes,
Nos férteis Campos Gerais.
Equilibrando com graça
Lá vai Maria fumaça
Cortando abismos, rochedos,
Mais parecendo um brinquedo
Ante o pico Marumbi!

Véu de Noiva, chuva de prata
Resplendente desce em cascata
Regando a flora majestosa.

Antiga Estrada da Graciosa,
Santuário da Natureza.
Primavera eterna: - Bromélias,
Orquídeas, brincos de princesa.

Surucuás, saíras, sabiás-laranjeira,
Canários da terra, gaviões-tesoura,
Bem-te-vis... Fontes, vales, riachos,
Ribeiras... Arapongas e colibris.

Paraná, da Capital das Araucárias,
Formosa Curitiba, Cidade Sorriso!
Paraná, Shangri-la: - Paraíso!
Lendário Paiquerê, Eldorado!
Tem os doces de Antonina,
De Morretes o barreado.
Tem o porco no rolete,
O risoto e a polenta
De Santa Felicidade.

Pulmão verde brasileiro,
Do mundo eterno celeiro,
Cereais – Ouro a granel!
O semeador, com sorriso,
Colhe aqui grãos qual granizo,
Frutos de sol e de mel.

Doces murmúrios de matas,
Cantares das Cataratas
Do Iguaçu – Louco tropel!
Paraná, pinho, promessa...
Pinheiro, pinha, pinhão.
Gralha-azul arrulha em meu peito:
- Paraná, meu coração!

Observações:
O poema, publicado há mais de duas décadas, foi inspirado no precioso livro “O Paraná”, em edição especial, com belíssimas fotos, de autoria do escritor e fotógrafo Carlos Renato Fernandes, membro do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico do Paraná, com apoio do Grupo Empresarial Corujão, cujo diretor presidente era José Carlos Gomes de Carvalho, de quem recebi a rica obra.
Todas as referências étnicas, geográficas, símbolos do Paraná, aves, pássaros, flores, animais e expressões como “Rio caudaloso”, “Terra de todas as  gentes”, “Santuário da natureza”, “Primavera eterna”, ‘O Semeador”, “Shangri-la”, “Paiquerê”, “Eldorado”, “Pulmão verde”, “Véu de noiva”, “Maria fumaça”, etc., foram retiradas desse magnífico livro.


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Análise:
De quem é a Escola?
Acadêmico Dr. José Ruivo


Motivado pela pergunta que a “esclarecida e experiente” sabedoria da adolescente Ana Lucia Pires Ribeiro, de 15 anos, a levou a fazer em 27 de Outubro de 2016, na Assembleia Legislativa do Paraná, quando da sua apaixonada e emocionada intervenção: “De quem é a escola? A quem a escola pertence?”, eu desejaria esclarecer o significado de algumas palavras:
- Nação: é o conjunto de pessoas, nascidas ou não em delimitado espaço territorial, e que entre si estão ligadas geralmente pelas suas origens étnicas, familiares, religiosas, sociais, linguísticas e culturais, o que lhes dá uma maneira de ser própria e uma identidade intrínseca ou adotada.
- Estado: é a Nação politicamente organizada.Quer isto dizer que, num grupo de pessoas que vivem num território definido, é preciso estabelecer um conjunto de normas que, no dia a dia, permitam um relacionamento e convivência harmoniosa dos integrantes do aglomerado Nação. O principio mais geralmente aceito, nos diz que “O direito de um, termina onde começa o direito dos outros.”
Para escolha destas normas e as fazer cumprir, dentre os integrantes da Nação deveriam ser escolhidos os mais dignos, os mais íntegros os mais sábios, e capazes para administrar. (“Primum inter pares”). Daqui a necessária conclusão: os administradores dos bens ou das riquezas tidos e obtidos pela comunidade, não são propriedade sua, porque nada contribuíram para a sua obtenção; deles apenas são gerentes em nome de outrem: - a comunidade, ou seja; a Nação
“Governar é a arte de estabelecer prioridades, tendo como finalidade a obtenção do Bem-Comum das populações; e não o bem pessoal dos governantes ou dos partidos a que estão filiados”.
Deste modo as famílias associaram-se para as eleições de administradores que, em seu nome, gerenciam o produto do seu trabalho, na parte que é posta em comum. (os impostos).
Assim pensando, a definição de Estado, em si é uma pura abstração; o estado não é uma pessoa, não tem alma, não tem pensamento, não tem livre-arbítrio ou vontade própria, não tendo capacidade de decidir, não lhe é possível atribuir responsabilidade social ou jurídica; ele apenas a toma dos governantes eleitos pela nação.
Em França, na porta de entrada de um instituto de ensino superior, segundo me parece, o 
Instituto de Agronomia está escrito: “A ciência não tem Pátria, nem Religião”. Ao que Louis Pasteur um dos melhores cientistas e benfeitor da humanidade objetou; “mas os cientistas têm”.
Algo parecido está sendo repetido pelos meios de comunicação; “O Estado é laico; não tem religião”. Ao que podemos dizer parafraseando Pasteur “mas os governantes têm segundo sua livre consciência”, que pode ser diferente da dos seus governados.
O Estado é o único dono. Como o Estado não é um ser, na verdade a propriedade passa à tutela do governante ou do partido que representa. Do mesmo modo alguns afirmam que as famílias são incapazes de educar e instruir os filhos. Logo esta deve ser a tarefa do Estado, que é ninguém.
Outros ainda vão mais longe: abolindo a família tradicional. O sexo livre, como no rebanho, gera filhos que imediatamente devem passar a tutela do Estado.  Hitler fez isso, resultando nos filhos de Hitler; as "S.S". e as outras tropas de elite, com todos os horrores subsequentes.
Pensando como o direito natural diz, entendo que a Educação é dever estrito da Família. A Instrução, ou seja a transmissão dos conhecimentos e a maneira de como com eles procedem (leis do pensamento) naquilo que as transcende, é delegada pelas famílias a um conjunto de mestres, especialistas nas várias áreas do saber, a que as mesmas famílias podem não ter tido acesso.
Penso que, aqui encontramos a resposta à pergunta: De quem é a Escola? Sendo as famílias que, com o fruto do seu trabalho as construíram, mantém e pagam os salários dos professores e empregados necessários para seu funcionamento, a resposta é óbvia. A Escola é da Família; mesmo quando sob administração estatal. São os impostos pagos pelas famílias que as constroem e pagam. Os alunos, que nada produzem em termos econômicos, apenas são os beneficiários dos esforços e sacrifícios de seus pais, pelos quais se deveriam mostrar gratos e a eles agradecer. Não acusá-los de opressores. Há casos raros; mas esses são exceções.
É pois um abuso, o julgarem-se donos de qualquer coisa, para a edificação da qual não contribuíram, e que para eles é um dom da família. E mais uma vez vale o princípio: “O direito de um termina aonde começa o direito dos outros.” Tendo em presença o universo de todos os alunos.
E às famílias cabe o direito de orientar nas escolas a formação social, profissional, política ou religiosa que querem para seus filhos; ou seja: o como devem comportar-se na sociedade de que fazem parte. Se dela quiserem sair, devem assumir todas as consequências de seus atos. 
Na realidade, e considerando as invasões das instituições e suas subsequentes ocupações, penso que tanto é crime contra a sociedade o impedir o normal funcionamento das instituições criadas para a garantia da obtenção do bem-comum, como o é a depredação de suas instalações.
Talvez seja um crime maior o da omissão dos administradores, a quem foi confiada a sua gerência, bem como o de garantir o seu livre funcionamento, sempre numa perspectiva de garantir o bem-comum de toda a comunidade nacional.
Para a consecução destes objetivos, ou seja, o garantir a livre harmonia dos integrantes da Nação, a ordem e o livre exercício dos direitos de todos, aos governantes foi confiado o poder, e o dever, de legitimamente exercer a força, sempre em função de garantir a obtenção do bem-comum.

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Apresentação:
Momento da Língua Portuguesa
Prof. Vladimir Moreira


O “Momento da Língua Portuguesa” tratou de dois fatos da língua: a forma de escrita de uma palavra que foi assunto durante as olimpíadas e o uso das palavras por que, por quê, porque e porquê.

O primeiro fato apresentado foi a diferença entre as palavras “paraolimpíada e paralimpíada”. Você já percebeu que agora o nome “Paralimpíadas” ou a expressão “atletas paralímpicos” aparecem sem a letra “o”? A mudança foi feita para igualar ao uso de todos os outros países de Língua Portuguesa.
Desde que os jogos para pessoas com deficiência começaram, os outros sete países que têm o Português como língua oficial (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste) já usavam a forma atual. Para que o Brasil não ficasse diferente dos outros países, o Comitê Paralímpico Internacional pediu que fosse feita a alteração.
A mudança foi durante o lançamento da logomarca dos Jogos Paralímpicos de 2016.
Uma curiosidade: O termo vem do inglês: paralympic, criado com base no cruzamento de para(plegic) + (o)lympics. Atleta paralímpico 

O segundo fato foi a diferença no uso das palavras por que, por quê, porque e porquê. Uma primeira análise aponta como principal problema o fato dessas palavras serem  homófonas, ou seja, a não identificação da diferença entre oralidade e escrita. Oralmente são todas iguais. As diferenças aparecem somente na relação sintática que o contexto exigir, a saber:
Por que 
O por que tem dois empregos diferenciados:
Quando for a junção da preposição por + pronome interrogativo ou indefinido que, possuirá o significado de “por qual razão” ou “por qual motivo”:
Exemplos: Por que você não vai ao cinema? (por qual razão)
Não sei por que não quero ir. (por qual motivo)
Quando for a junção da preposição por + pronome relativo que, possuirá o significado de “pelo qual” e poderá ter as flexões: pela qual, pelos quais, pelas quais.
Exemplo: Os lugares por que passamos eram encantadores. (pelos quais)
Por quê
Quando vier antes de um ponto, seja final, interrogativo, exclamação, o por quê deverá vir acentuado e continuará com o significado de “por qual motivo”, “por qual razão”.
Exemplos: Vocês não comeram tudo? Por quê?
Andar cinco quilômetros, por quê? Vamos de carro.
Porque
É conjunção causal ou explicativa, com valor aproximado de “pois”, “uma vez que”, “para que”.
Exemplos: Não fui ao cinema porque tenho que estudar para a prova. (pois)
Não vá fazer intrigas porque prejudicará você mesmo. (uma vez que)
Porquê
É substantivo e tem significado de “o motivo”, “a razão”. Vem acompanhado de artigo, pronome, adjetivo ou numeral. 
Exemplos: O porquê de não estar conversando é porque quero estar concentrado. (motivo)
Diga-me um porquê para não fazer o que devo. (uma razão)
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PALESTRA
Leonardo da Vinci:
Uma vida para as Ciências e as Artes
Dr. Glauco Borba*


Auto retrato de Da Vinci
A conclusão é que Leonardo da Vinci foi tão inventor, cientista e artista como seu legado deixado nas artes e projetos de invenções espetaculares! Nascido próximo a Vinci na região da Toscana, viveu uma vida intensa apesar de ua condição de filho bastardo de uma camponesa com um tabelião.
Após os 4 anos seu pai biológico Piero da Vinci assumiu os cuidados com o filho e este teve todo apoio da família para cultivar e desenvolver o seu talento nato.

A Pintura

Leonardo passou por uma conceituada escola /estúdio de
A fantástica Monalisa
artes em Florença e por 12 anos desenvolveu sua capacidade em várias áreas das ciências biológicas, exatas e humanas. Foi uma celebridade durante suas passagens por diversas cidades da Itália para finalmente no final da vida morar na França.
A obra de Leonardo foi um marco de qualidade na Renascença e graças ao seu conceito em técnicas apuradas de pintura deixou para a humanidade verdadeiras obras primas, hoje algumas delas expostas em museus ou estampadas em murais de igrejas. 
Metralhadora criada por Da Vinci
Sua contribuição para o desenvolvimento da ciência é motivo de considerar seu nome como referência no conhecimento para melhorar a qualidade de vida em seus diversos aspectos.




* Cirurgião Dentista, com clínica própria em Londrina. Graduado pela Faculdade de Odontologia de Marília-SP, com Aperfeiçoamento em Prótese.

Entrega do Certificado ao palestrante Dr. Glauco Borba
pela Vice-Presidente, Acadêmica Pilar Álvares Gonzaga Vieira

Extratos da reunião de 09/10/2016

Mesa diretiva, composta  pelo palestrante do dia, Dr. Luiz Eduardo Cheida, ,
a Acadêmica 1a. vice-presidente 
Pilar Álvares Gonzaga Vieira, que dirigiu os trabalhos
e a 1a. secretária Acadêmica Aparecida de Fátima Pedrosa Mandelli


Nosso Mestre de Cerimônias,
Jonas Rodrigues de Mattos

Leitura do Credo Acadêmico,
pela Acadêmica Fátima Mandelli

DESTAQUES ACADÊMICOS
Reflexão, pela Acadêmica Pilar Álvares Gonzaga Vieira:
Da Inquietude do Homem


Ouvimos constantes comentários sobre a inquietação mental e física sentida pela maioria dos povos e nações da Terra.
Dizem esses comentários que essa inquietação é maior do que tem sido por muitos séculos; que o mundo está num estado mental completamente confuso e que isto significa infelicidade, desgraça e atraso do progresso.
Todas estas declarações, particularmente a que se refere ao atraso do progresso, indicam uma análise incompleta e falha da situação. A inquietação do homem em qualquer sentido, físico, mental, espiritual e de outros tipos, sempre foi e continua a ser o maior fator de contribuição para o progresso e desenvolvimento da humanidade.
Se o homem não tivesse se sentido inquieto e preocupado, incomodado e desapontado com as condições em que vivia, no estado primitivo, é bem provável que ele ainda estivesse dormindo nos ramos das árvores ou morando em cabanas de barro espalhadas ao longo das margens dos rios.
Foi porque não se sentia satisfeito com suas condições e porque acreditava poder obter algo melhor, ou porque acreditou que podia fazer coisas melhores, que surgiu a capacidade de construir habitações mais confortáveis e seguras, o desenvolvimento de comunidades organizadas, a confecção de vestuário e a criação de todos os dispositivos que vieram a melhorar a vida material da humanidade.
Não existe sinal mais saudável de progressos reais para o futuro do que a intensa inquietação que hoje é sentida em todo mundo. É verdade que quando nos sentimos inquietos e procuramos descobrir ou criar algo melhor, perturbamos a paz e a tranqüilidade de nossa vida, dos negócios; passamos o sentimento de sermos irrefletidos e sem rumo, em busca de algo ilusório.
No presente, a inquietação que varre o mundo é espiritual, religiosa, política e econômica, e de vários modos é perturbadora e desiquilibrante. Mas é ao mesmo tempo, uma perturbação construtiva, comparável a algo novo, impulsionando o progresso.
Nada pode ser tão contrário ao progresso, tão destrutivo em relação à elevação do homem, individual e coletivamente, do que uma atitude de completa satisfação.
Se você é mental e fisicamente inquieto e sente que nada é completamente satisfatório em sua vida; se você tem o desejo de saber mais, ver mais, aprender e experimentar mais coisas e melhorar as condições ao seu redor, você está no caminho que leva a maiores e melhores coisas, porque sua natureza está se expressando de modo natural.
Toda inquietação nos leva a enfrentar desafios. Todo desafio em nossa vida é um momento que nos conduz para um ensinamento acima do nível em que nos encontramos. É por meio dos desafios que podemos perder o que pensamos amar, para conquistar o que realmente amamos; é por meio dos desafios que tiramos de nossa vida o que julgamos importante, para conquistar o que realmente é importante; é por meio dos desafios que nos aproximamos dos princípios divinos quando orgulho nos afasta de uma conduta dentro de valores reais. 
Todo desafio é um alerta para que encontremos nosso verdadeiro caminho. Quando nossa consciência tem dificuldade em despertar, geralmente tem início uma fase de dificuldades. Nela, o inaceitável parece não ter fim. Não são castigos...São fatores que nos conduzem rumo à verdade de nossa própria vida. Quem não entende isso fica longe do despertar e perde todas as possibilidades de aprimorar sua vida, não percebe a verdadeira causa dos desafios que lhe foram impostos e se depara com dificuldades para vivenciar o verdadeiro efeito positivo que eles trazem nas entrelinhas dos acontecimentos que geram. É no fogo que tempera o aço, atribuindo a ele propriedades mais nobres. Do mesmo modo, é nos desafios que um mundo desconhecido surge à nossa frente, e, para explorá-Ia, uma parte de nossa bagagem deve ficar para trás. 
O universo nos fez num sopro e, quando nos desvíamos de suas leis, ele tenta nos recuperar e nos inspira, colocando-nos de volta no caminho certo - muitas vezes contra nossa vontade - até por meio de fatos que nos causam feridas, tudo porque precisamos aprender algo e progredir. 
Todo desafio é uma oportunidade de crescimento, uma porta que nos leva a despertar forças que não pensávamos ter. Devemos agradecer por eles estarem em nossa vida e decifrá-Ias com entusiasmo e dedicação. Cada desafio vencido-faz de você uma pessoa ainda melhor.
Graças à inquietude e às idéias brilhantes de grandes homens que muito contribuíram para ajudar o progresso, que hoje usufruímos de tantos benefícios, em especial na área médica, de comunicação, transportes e outras tantas que tornaram a vida contemporânea, mais ágil, mais confortável e menos dolorida com o avanço extraordinário na medicina.  
Imaginem como seria o mundo sem a invenção destes grandes gênios:
Santos Dumont, que realizou o sonho de tantos seres humanos – voar, inventando algo mais leve que o ar e aquecido, encurtando longas distâncias e unindo continentes. A sua inquietação levou-o a alçar longos vôos.
Thomas Green Morton, que descobriu a anestesia, tornando possível realizar cirurgias com menos sofrimento, sem dor, objetivo perseguido pelos estudiosos de medicina desde Hipócrates.
Alexander Graham Bell, inventor do telefone.
Benjamin Franklin, inventor do pára-raios.
Alan Turing, inventor do computador.
Steve Jobs, o gênio da informática moderna.
Não é nossa intenção ficar desfilando os nomes dos grandes gênios da história da humanidade, mas lembrar  que sem esses homens e mulheres abnegados, que tanto contribuíram para o progresso, a humanidade não estaria usufruindo de todas essas benesses que tornam nossas vidas menos sofridas e mais confortável.
A todos esses grandes homens e mulheres de grande inteligência e elevação espiritual, nossa profunda gratidão. 
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Relato, pela Acadêmica Ludmila Kloczak:
Participação da nossa Academia no XI Encontro da Academias de Letras do Paraná e comemoração de 80 anos da Academia Paranaense de Letras
Curitiba, setembro


O grupo que representou nossa Academia foi composto pela nossa Presidente Leonilda Yvonneti Spina, e pelas Acadêmicas Rosa Maria de Mello Bonfim, Maria Aparecida de Fátima Mandeli e Ludmila Kloczak.
Na cerimônia de abertura o acadêmico da Academia Paranaense de Letras, Laurentino Gomes, proferiu a palestra “Por que estudar História do Brasil hoje. Como o passado nos ajuda a entender e organizar a construção do futuro”.
Esta palestra introduziu o tema que percorreu todos os trabalhos, o qual se concentrou no estudo da História do Paraná para “a formação de cidadãos conscientes da identidade, do potencial e das possibilidades de valorização do nosso Estado”, conforme reza a legislação de 10/11/2006: O Novo Tratamento Pedagógico da História do Paraná. 
Assim, o tema da primeira palestra proferida no sábado foi: "A Academia Paranaense de Letras e a História do Paraná. As Academias de Letras do Paraná" e “A Academia vai à Escola”-, proferida pela presidente da APL , acadêmica Chloris Casagrande Justen. 
Não é possível transmitir o entusiasmo, a vivacidade e alegria com que Chloris, na sabedoria acumulada em seus 93 anos de vida, incentivou a nos perguntarmos quem somos nós, os paranaenses. Professora e esposa de juiz, teve a oportunidade e a liberdade de propor atividades culturais junto aos alunos de 1o. e 2o. graus no sentido de promover  o conhecimento e a compreensão das suas raízes identitárias.
presidente da APL, Chloris Casagrande Justen, com nossas Acadêmicas 
Fátima Mandelli, Ludmila Loczak e Leonilda Yvonneti Spina

Em seguida, com o tema "A Academia, a literatura e a formação da cidadania. História do Paraná – Momentos Marcantes", os acadêmicos e escritores Adélia Maria Woellner e Antonio Celso Mendes demonstraram que é possível despertar nos alunos o gosto pelo estudo da história do Paraná através de iniciativas muito simples. “Não é possível esperar por recursos, pois nunca os teremos, mas é possível  usar de criatividade e boa vontade para criar situações de aprendizado”. Para ilustrar sugerem às crianças e jovens que pesquisem a história da sua rua, dos vizinhos, da sua família, do bairro e da cidade. Tudo é história!
A apresentação seguinte teve como tema "A Academia hoje", sob a coordenação do acadêmico Nilson Monteiro. Nesta etapa, nove Academias tiveram a oportunidade de expor seu trabalho, suas dificuldades e modos de resolvê-las. Várias Academias desenvolvem atividades de inserção nas suas comunidades com eventos literários e culturais variados. A nossa Academia de Londrina, representada pela nossa Presidente Leonilda Yvonneti Spina, historiou nossa situação atual. Mostrou como organizamos nossas atividades e conduzimos nossa reunião mensal que é aberta ao público em geral. Outras Academias, conforme suas características, participam de eventos em escolas, estimulam e coordenam  concursos literários. Em Maringá, a Academia participa do Festival Literário equivalente ao Londrix (de Londrina) com uma banca na qual os acadêmicos conversam sobre cultura e literatura.  

Os participantes foram brindados com uma apresentação musical dos “Calouros do Ritmo”, amigos que cantam junto  desde a juventude músicas de composição própria e outras, música brasileira de qualidade. Quatro senhores cantores e um jovem no teclado, neto da Acadêmica Chloris.  
Após, foi constituída a mesa-redonda: "Literatura no Paraná", sob a coordenação da acadêmica e professora de literatura Marta Morais da Costa, na qual se apresentaram os acadêmicos Eduardo Rocha Virmond, que discorreu acerca da literatura paranaense  nos anos quarenta e cinqüenta. Em seguida, o acadêmico Ernani Buchmann relacionou a literatura ao jornalismo, ao apontar como grandes escritores paranaenses tiveram sua origem no jornalismo e/ou fizeram literatura jornalística ou jornalismo literário. Na qualidade de jornalista esportivo, assinalou a quantidade de obras que têm o futebol como tema ou pano de fundo. Após sua apresentação, procurei contribuir ao lembrar o reconhecimento internacional que tem o jornalismo literário, quando o prêmio Nobel de Literatura do ano passado foi atribuído à jornalista Svetlana Alieksievitch, com obras como: “A guerra não tem rosto de mulher” e “Vozes de Tchernobil”. Em seguida, o acadêmico Paulo Venturelli discorreu sobre a nova safra de escritores paranaenses que tem se destacado no cenário nacional. Ao término de sua apresentação, o acadêmico Nilson Monteiro referiu-se a si mesmo como “Pé Vermelho” e destacou os escritores do Norte do Paraná, como Rodrigo Garcia Lopes, Domingos Pelegrini e Marco Fabiani. 
À noite os participantes foram brindados com um belo concerto da Camerata Antiqua de Curitiba, com o tema Beatles, Shakespeare e os madrigais Ingleses. Programa em homenagem aos 400 anos da morte de William Shakespeare, apresentado na Capela Santa Maria. Sob a regência de Mara Campos, poemas, música e teatro contagiaram a platéia.
O encontro foi encerrado com jantar de confraternização no restaurante do SENAC – PR. Um violonista apresentou músicas que compôs em homenagem a várias cidades paranaenses. A dedicada para Londrina é muito bonita.
Esta apresentação teve o propósito de partilhar a magnífica experiência que tivemos e, em especial, estimular e nossos Acadêmicos a participarem dos próximos Encontros. O próximo Encontro, em 2017, será realizado em Cornélio Procópio. E, quem sabe, poderíamos sediar o Encontro que coincidirá com a comemoração dos quarenta anos de existência da nossa Academia, que ocorrerá dentro de dois anos. 
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Apresentação pelo Colaborador Cultural Aparecido Guergolette:
Aproximação
Em homenagem ao Dia da Criança

Antes de ler o texto autoral, em alusão ao dia Internacional da Criança, Aparecido Guergolette compartilhou com os presentes uma experiência, segundo ele, que ocorreu entre um aluno da escola onde era vice-diretor e o pai do referido aluno, que um dia irrompeu em sua sala, expressando palavras de baixo calão, impróprias, ofensivas, agressivas e imorais, sempre em ataque ao filho. 
Segundo o pai, o filho falava que iria à escola, mas na verdade faltava; tinha certeza que o filho não se encontrava em sala de aula. Para dirimir sua dúvida, o pai pediu que alguém fosse verificar “in loco” se o filho estaria ou não na classe. Na verdade, o aluno estava, sim. Devido à insistência do pai, o menino foi chamado à diretoria, quando ocorreu uma conversa nada agradável entre ambos. Logo em seguida o menino voltou à aula. Na sequência, foi mostrado ao pai o boletim do filho dele, que não apresentava faltas. Foi demonstrado também que o filho era bastante estudioso, comprovado pelas notas do boletim no decorrer dos três bimestres, do ano letivo. Na oportunidade, Aparecido teceu comentários elogiosos ao menino como estudante e tranquilizou o pai, dizendo que o seu filho certamente teria um belo futuro, cursaria uma universidade, etc.  
No intervalo do recreio o menino procurou Aparecido, disse que gosta do pai, mas este se comporta como se fosse uma criança. “Meu pai não é feliz, não tem ética, às vezes falo com ele por meio de bilhete ou cartinha... faço de tudo para compreendê-lo, digo para darmos um sentido à vida, valorizar nossa família...”
Aparecido citou o livro de Franz Kafka, de título “Carta ao Pai”, que o autor escrevera ao pai: “Minha atividade de escritor tratava de ti, eu apenas me queixava daquilo que não podia me queixar junto ao teu peito”. Citou ainda trechos do livro “Hermenêutica Constitucional”, de autoria do Dr. Sérgio Alves Gomes, Acadêmico de nossa Academia de Letras, que relata: “A vida humana consiste numa permanente busca de sentido, de compreensão, de significado... Quem é feliz vive bem e age bem, porque se pode dizer que a felicidade é quase um viver bem e um agir bem...”
Aparecido entendeu que o aluno era uma boa pessoa e estava fazendo de tudo para entender o pai. Continuando, lembrou que com as crianças estão ocorrendo tráfico, exploração sexual, indução às drogas, ausência nas escolas, os pais presos, doenças, sequestros, etc.
Em seguida, Aparecido Guergolette apresentou um texto de sua autoria, para homenagear o Dia da Criança:

Aproximação
Meu pai. Eu nasci de ti e de minha mãe. Não sei se nasci porque me amaste e escolheste, ou se foi um acaso de mau gosto na tua vida. Nunca te perguntei nem me disseste. Foi uma pergunta que sempre me angustiou e que morreu dentro de mim como tantas outras que te quis fazer. Tenho te amado nas trevas, sem saber se o que sinto por ti é puro ou se está ligado ao misto de agradecimento e dependência ao qual me encontrei desde a infância. Tantas vezes abri a boca para te dizer ou perguntar alguma coisa. Entretanto, ou não tinhas tempo a perder comigo ou teu olhar e teu modo de ser me impediram de falar e calei com dor... Meu querido pai! Meu amado! Nunca consegui tua amizade ou nunca soube ser teu amigo. Esperei muito de ti e por muito tempo, tu foste o meu modelo. Tenho crescido a teu lado, ombro a ombro e não te conheço, nem me conheces. O pior e o melhor de mim, és o último a saber e não sei por culpa de quem... Querido pai, neste dia 12 de outubro, o dia Internacional da criança, que também é teu e que está prestes a terminar, quero te fazer uma proposta de amor.
 Estou pronto a perder qualquer coisa, dentro ou fora de mim, para reparar a distância que há entre mim e ti. Gostaria de comungar contigo, com tudo que sou e tenho. Seja legítimo ou não. Prometo-te fazer uma força muito grande para ser gente, para colocar-me numa posição de amor.
Eu sei que isto será difícil, tanto para mim quanto para ti. Mas o meu Deus que também é teu nivelará as discrepâncias, no amor. E, como tenho a impressão, que foi Ele quem me ditou na essência do meu ser estas coisas, espero que cheguemos a nos conhecer e nos amar verdadeiramente. Meu estimado pai, neste dia, com carinho, com amor e com alegria escrevo indelevelmente em meu coração: qualquer homenagem a ti, ainda é pouca!... Meu estimado pai, assim posto, que o Pai de todos os pais e filhos, nos abençoe a todos! 
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PALESTRA
Mudanças Climáticas
Luiz Eduardo Cheida*


Em palestra bastante cativante e extremamente realista, o dr. Luiz Eduardo Cheida demonstrou, através de gráficos e fotografias, a avassaladora redução das matas no estado do Paraná, que têm sido destruídas para cultivo agrícola e hoje possuem apenas um pequeno porcentual da cobertura original existente antes que o estado se tornasse um grande produtor agrícola.
O palestrante Dr. Luiz Eduardo Cheida
recebendo o Certificado de Participação
das mãos da 1a. Vice-Presidente
Pilar Álvares Gonzaga Vieira
Esta destruição, que ocorre em todo o planeta, está provocando gradual e inexorável aquecimento global, com o aumento da temperatura média, o degelo nos polos, o aumento do nível dos oceanos e a poluição da atmosfera, causados por massivas emissões de gases que intensificam o efeito estufa, originados de uma série de atividades humanas, especialmente a queima de combustíveis fósseis, assim como de várias outras fontes secundárias. O palestrante não se limitou a apontar os problemas climáticos: trouxe várias sugestões que representam soluções, especialmente para Londrina, uma das cinco cidades brasileiras com maior incidência do sol, equiparando-se a algumas cidades do Nordeste. Londrina não tem muitos ventos, o que descarta a possibilidade de energia eólica; a energia elétrica demandaria cada vez mais necessidade de construções de barragens e usinas; descartou completamente a energia nuclear e geração por termo-elétricas.
Por isso, esta sua sugestão para que nossa cidade adote a energia solar como fonte principal de energia - uma energia limpa e de baixo custo. Preconizou inclusive o uso futuro de carros movidos a eletricidade, fornecida pela energia solar, eliminando-se cada vez mais a utilização de petróleo. 

*Médico, ambientalista e político brasileiro. 
Teve ativa participação na campanha pela anistia, na campanha pelas 
eleições presidenciais (Diretas-Já), e nas campanhas pela 
instalação da Assembleia Nacional Constituinte. 
Foi vereador em Londrina entre 1989 e 1992, prefeito e 
Secretário Estadual de Meio Ambiente do Paraná.

Extratos da reunião de 11/09/2016

Mesa diretiva, composta pelo palestrante Dr. Jupiter Velloz Silveira,
pela presidente Leonilda Yvonneti Spina
e pela 1a. Vice-Presidente Pilar Álvares Gonzaga Vieira


A reunião teve início com o nosso Mestre de Cerimônias, Jonas Rodrigues de Mattos, que cumprimentou  os presentes e solicitou ao Acadêmico Clodomiro Bannwart Júnior a leitura do nosso Credo Acadêmico. 
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DESTAQUES ACADÊMICOS:



DIA DA PÁTRIA
Em homenagem ao dia da Pátria, ocorrido no dia 07 deste mês, a Acadêmica Leonilda Yvonneti Spina apresentou uma  Exaltação à Pátria, com declamação de trechos de letras das canções Aquarela do Brasil (Ary Barroso), Minha Terra (Waldemar Henrique), Canta Brasil (David Nasser,) Hino da Independência (Evaristo da Veiga), Hino à Bandeira Nacional (Olavo Bilac) e Hino Nacional Brasileiro (Joaquim Osório Duque Estrada).
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A relação entre homem-animal na vida contemporânea

Acadêmico Wilmar Sachetim Marçal

Estudiosos acreditam que os cães surgiram da domesticação do lobo cinzento asiático há cerca de 100.000 anos. Com o passar do tempo os filhotes de lobo foram se adaptando a aproximação do homem e, assim, se tornou um animal muito dócil. Atualmente estima-se que exista no mundo inteiro aproximadamente 400 raças de cães. Eles se tornaram animais sociáveis e possuem várias características que os tornam de grande utilidade para o ser humano.
Você já se perguntou por que o cão é considerado o melhor amigo do homem?
A frase “O cão é o melhor amigo do homem” foi dita durante um julgamento feito pelo advogado americano, George Graham Vest em 1870, quando defendia a morte de Old Drum o melhor cão de caça de um fazendeiro local. Um vizinho, desconfiado que o animal andava matando suas ovelhas, deu ordens para que atirassem no cachorro, quando Old Drum foi encontrado morto seu proprietário resolveu processar o culpado. Com um belíssimo discurso George Vest ganhou a causa.
Estima-se que a importância do cão para o ser humano seja muito maior do que imaginamos. Você já deve ter escutado histórias de cães que se tornaram verdadeiros heróis ao salvarem a vida de seus donos ou defende-los até as últimas circunstâncias. Além disso, a história tem vários registros de cães prevendo tempestades, buscando sobreviventes sobre os escombros de terremotos e ajudando a polícia federal no combate as drogas. Essas atividades dos cães são possíveis porque eles possuem excelente visão, olfato e audição, são inteligentes, relativamente dóceis. A visão noturna dos cães é muito melhor que a dos humanos. O seu ângulo de visão também é mais amplo, devido aos olhos estarem ao lado da cabeça. Os cães são obedientes ao homem e possuem boa capacidade de aprendizagem. Desse modo, eles podem ser adestrados e executarem grande número de tarefas. Outra importante contribuição dos cães ao homem, é o fato de se tornarem cães-guias, sendo os olhos de uma pessoa portadora de deficiência visual. Os animais recebem um adestramento minucioso que começa quando ainda são filhotes
Nos dias atuais os cães se tornaram mais que amigos do homem. São companhias que sempre esperam a chegada das pessoas da casa para recebe-las com o abanar da cauda e latidos de alegria. Essas companhias estão sendo testadas também com sucesso em hospitais, onde os donos dos cães ficam internados por vários dias e a visita do animal, segundo os médicos, auxilia a recuperação do homem doente.
Há cães ainda treinados para serem o guia de pessoas com deficiência visual, em projetos que os preparam desde filhote. São os conhecidos cães-guias, muito importantes na inclusão de pessoas cegas ou com diminuição de acuidade visual. Também os cães são treinados para resgatar pessoas vítimas de terremotos e catástrofes pelo seu faro apurado em procurar seres humanos, vivos ou mortos. A Polícia Federal Brasileira, bem como as autoridades policiais em vários outros locais do mundo, utiliza os cães para combater o narcotráfico em portos e a aeroportos. Os animais são treinados desde pequenos e se tronam aliados na busca de drogas que tanto assolam famílias em nossos dias.  
Os cães sempre são carinhosos e demonstram grande lealdade a seu dono. Se o dono está triste o cão sente e fica ao seu lado, mesmo que agredido, a maioria deles não guardam mágoas contra o agressor, permanecendo com o mesmo carinho e obediência. Baseado nestes acontecimentos e em inúmeras situações é que os cães ficaram conhecidos como o Melhor Amigo do Homem.
Não se tem conhecimento de uma amizade tão forte e duradoura entre espécies distintas quanto a do homem-cão. Aliás, não se tem registro de cães que tenham ódio, inveja ou mágoa. Essas particularidades são exclusivas da espécie humana. 
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MOMENTO DE ARTE



A Acadêmica e artista plástica Saide Maruch apresentou três telas de sua autoria, intituladas "Meninas na Primavera", criadas para saudar esta estação que ora se inicia. 
Ao mesmo tempo, apresentou-se um breve Jogral para ilustrar as telas, com a participação de quatro crianças do Colégio São José, de Cambé, sob a coordenação de sua diretora, a Acadêmica Aparecida de Fátima Pedrosa Mandelli, que apresentaram Meninas na Primavera de autoria da Acadêmica Leonilda Yvonneti Spina:

Colorindo as flores,  
enfeitando a vida
menina inocente
brinca com as cores, 
alegremente.

Aprende 
desde a infância
a contemplar a beleza
e a amar
o que a natureza
vem nos ofertar.

Menina consciente 
do dever        
de cuidar para colher
vai regando, 
cheia de graça, 
todas as flores 
por onde passa.

Ela percebe
que, pelo encanto e formosura,
são as flores a assinatura 
de Deus na Terra.

Meiga menina
anelados cabelos 
banhados de sol
beija a face do girassol,
como a agradecer a Deus
pela maravilha da Criação! 

Três meninas (flores em botão) 
com ternura nos ensinam
uma sábia lição.

Com gestos espontâneos 
de infantil singeleza
mostram-nos que a vida           
poderá se tornar          
mais bela e prazerosa, 
se soubermos valorizar   
o  que Deus nos oferece
de forma tão generosa!

Meninas na primavera   
transmitem-nos o exemplo 
de que devemos fazer nossa parte 
na construção 
de um mundo melhor!

Com pincéis, 
prancheta, regador,
colorindo, regando as flores
e com o beijo inocente
a expressar gratidão
revelam as doces crianças,
que elas são as esperanças
de um futuro melhor
para esta Nação.

E para o planeta 
que, com imenso amor,
legou-nos  o Divino Criador!


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PALESTRA


O palestrante principal do dia foi o Dr. Jupiter Villoz Silveira, que brindou os presentes com uma importante apresentação sobre o tema Quimiodependência.


Dr. Jupiter é gaúcho, nascido em Sant’Ana do Livramento (RS). 
Reside em Londrina (PR) desde 1972. 
Médico, endocrinologista e homeopata, ex-presidente da Associação Médica Espírita de Londrina, um dos fundadores da Casa do Caminho, 
ex-presidente e atual membro do Conselho Administrativo dessa instituição. 
É palestrante muito requisitado.  



Acadêmica Maria Aparecida de Fátima Pedrosa
entregando o certificado de participação ao palestrante


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Edital

Foi afixado à entrada da sede um Edital de Convocação dos Acadêmicos para o dia 18 de setembro, às 10 horas, no mesmo local, para: 
I - Apresentação e confirmação dos nomes dos candidatos a uma cadeira como Membros Efetivos da Academia.
II – sugestões para a alteração dos Estatutos Sociais, em atendimento à legislação vigente.
III – Sugestões para a Cerimônia de Comemoração dos 38 anos de instalação da Academia, que ocorrerá no dia 25 de novembro, à noite, no auditório da Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL).
Aos Acadêmicos também foi enviado o edital completo com maiores informações.