Edital de interesse da comunidade londrinense

O edital aqui mencionado se referia ao 
preenchimento de cadeiras vagas em 
nossa Academia.
O prazo para as candidaturas 
encerrou-se em 31/08/2018.
Em breve, novo edital será publicado.

Extratos da nossa reunião de 12/08/2018

Mesa diretiva, composta pela presidente Pilar Alvares Gonzaga Vieira, ladeada pela palestrante do dia, Profa. Flora Neves e pelo Acadêmico Miguel Luiz Contani

Jonas Rodrigues de Matos, nosso Mestre de Cerimônias

A leitura do nosso Credo Acadêmico, pela Acadêmica Leonilda Yvonneti Spina


Adaptabilidade
Adaptabilidade é a qualidade de adaptar-se, não somente às condições do meio ambiente, mas principalmente às próprias condições internas e a fazer delas um ponto de apoio para um progresso cada vez maior.
Onde existe adaptabilidade não existe inveja. Porque, sendo o reconhecimento das próprias condições internas e a adaptação dessas condições ao meio, será também o aproveitamento dos próprios valores. E, quem se preocupa sinceramente em realizar algo de bom em si mesmo, não terá tempo de invejar os valores alheios. Pelo contrário, esses valores só servirão de estímulo para o melhoramento de nosso próprio trabalho interno e externo. Adaptar-se é uma qualidade simples, como são simples todos os valores de Deus. Ela nos leva a executarmos o nosso trabalho no mundo, com as armas que possuímos, sem necessitarmos dos meios de outros e a agirmos por nossos próprios meios, sendo isso o que dá valor ao nosso próprio progresso.
Na vida prática, temos oportunidade de empregar a adaptabilidade todos os dias, em qualquer momento, a cada instante em todas as circunstâncias. Ilustramos com um exemplo: uma pessoa aprende alfaiataria com um professor habilidoso. Lógico que só a prática, o exercitar-se o levará ao desenvolvimento do mesmo professor. Porém essa pessoa deverá considerar que terá de contar com seus próprios recursos e não com os do mestre. Essa pessoa possui outras condições internas, outro caráter, outro tipo de vida. Um modo diferente de encarar as coisas. 
Pode não ser tão caprichosa, nem tão paciente, mas em comparação pode possuir maior criatividade, maior senso de adaptação, observação mais aguda dos detalhes, e talvez até maior perseverança. Que deverá fazer então, se mesmo tendo tentado, percebeu que jamais será um profissional, com as qualidades de desembaraço do mestre?
Deverá adaptar-se às próprias condições, aproveitando os próprios valores, para tornar-se então uma pessoa com facilidade de fazer arranjos e adaptações superando até mesmo o seu mestre, por possuir outras qualidades, outros dons divinos.
É assim a adaptabilidade em todos os setores: leva o indivíduo a procurar a si mesmo, em seu foro íntimo, o que realmente possui em força, coragem e imaginação para empregar em esforço no mesmo caminho em que outras pessoas talvez realizem progressos com uma habilidade natural.
Cada um de nós tem suas tendências próprias, suas qualidades pessoais, suas facilidades para isso ou para aquilo.
Vamos procurar adaptar o nosso trabalho, seja qual for a essas facilidades.
Não necessitamos imitar o trabalho alheio. Buscaremos sim as oportunidades.
Usemos a nossa própria imaginação que é uma qualidade especial no caminho da auto-realização e que favorece os meios para o desenvolvimento das nossas próprias virtudes e consequente amadurecimento de nossas habilidades pessoais.
Deus dotou a cada um de seus filhos com dons especiais, para que juntos expressamos esses dons a serviços da humanidade conscientemente e com sabedoria, procurando brilhar ao máximo, cada um a seu jeito, exatamente no lugar em que fomos colocados para a batalha da vida.
A mensagem desta reflexão é a de que tenhamos tolerância e profunda humildade com as diferenças e individualidades de cada ser humano.
Pilar Alvares Gonzaga Vieira
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Clube do Choro de Londrina
A Academia de Letras teve o prazer de receber e assistir à apresentação do pessoal do Clube do Choro de Londrina, que foi criado em meados da década de 60 tocando serestas, polca, maxixes, choros e gêneros tipicamente brasileiros. O grupo nunca se dissolveu, mesmo com as fortes investidas da corrente massificante da música promovida pelas mídias.
Com o passar dos anos o grupo perdeu antigos membros e ganhou novos músicos, adeptos e apreciadores do Choro. A formação atual conta com instrumentos típicos do gênero: flauta transversal, bandolim, cavaquinho, violão e pandeiro. No repertório, mesclam composições dos atuais e antigos membros do grupo, bem como de grandes nomes do Choro: Pixinguinha, Jacob e Nazareth.
Para quem gosta do Choro, basta acompanhar a programação das suas apresentações pelo Facebook e pela mídia.

Apresentação na nossa Academia.
Assista em tela grande! Ligue o som!
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Aluno vencedor em concurso de redação
A Academia de Letras, Ciências e Artes de Londrina convidou o aluno Alan Vilas Boas de Lima, do Colégio Interativa de Londrina, vencedor do Concurso "Língua Portuguesa - Grande Língua de Comunicação Internacional", com redação de carta abordando o tema.
Alan veio acompanhado do Sr. Valter Orsi, representando a mantenedora do Colégio Interativa, da Sra.Ednar Nogueira, Presidente do Elos Clube e do Prof. Antonio Lemes Guerra Junior, do Colégio Interativa, responsável pela disciplina de Língua Portuguesa no Ensino Médio do Colégio.

Prof.Antonio Lemes Guerra Junior apresentando o aluno Alan
Vilas Boas de Lima, do Colégio Interativa. Ao seu lado
o Sr. Valter Orsi e à direita a Sra. Ednar Nogueira

O aluno Alan Vilas Boas de Melo, do Colégio Interativa de Londrina, 
lendo sua carta vencedora do concurso

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A Trova em Destaque
Acadêmico Maurício Fernandes Leonardo
Trovador, membro da U.B.T (União Brasileira de Trovadores). nosso Acadêmico Maurício Fernandes Leonardo já abocanhou diversos prêmios em concursos de trovas. Autor do livro "Trovas em vários gêneros", tem realizado palestras e oficinas literárias de trovas.
Nesta reunião, o Acadêmico apresentou algumas trovas da sua criação e de terceiros.
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Literatura e Publicidade: primos entre si
Acadêmico Julio Ernesto Bahr
É muito raro se falar em publicidade numa Academia de Letras, talvez porque a Academia esteja intrinsecamente ligada à literatura, à música e às artes.
A publicidade faz parte de um campo de ação intelectual onde literatura, música e artes se encontram e ocupam um amplo espaço. A publicidade representa cem vezes mais em volume de dinheiro investido do que a literatura.
Índices de 2016 mostram que o volume financeiro do mercado editorial brasileiro de livros atingiu R$ 1,384 bilhão e os investimentos em publicidade somaram R$ 129,9 bilhões. Textos publicitários escritos ou narrados e divulgados pelas várias formas de mídia abrangem muito mais público do que a literatura.
A história da Propaganda Brasileira começou em meados de 1800 com Tiradentes, com a primeira campanha política, a campanha para a Independência.
Poetas como Olavo Bilac, Augusto dos Anjos, Ari Barroso, Casimiro de Abreu e Fernando Pessoa foram alguns dos escritores que participaram da criação dos textos publicitários. Guilherme de Almeida criou o slogan para a empresa La Fonte ("A fechadura que fecha e dura").
O Século XX revelou poetas e prosadores produzindo sonetos, trovas, paródias e narrativas breves em anúncios, iniciando uma tradição que atravessou décadas e continua viva hoje, com escritores atuando profissionalmente em agências de publicidade como redatores e diretores de criação, ou ainda sendo convidados a redigir textos para campanhas publicitárias.
É do poeta Manuel Bandeira um dos raros anúncios que mostra o vocabulário informal para a época:

Meu Deus, que mulher durinha!
Foi um buraco na minha vida,
Mas eu mato ela na cabeça,
Vou mandar-lhe uma caixinha de Minorativas
Pastilhas Purgativas
É impossível que não faça efeito!

Uma sextilha criada nos anos 1920 foi exposta por décadas em bondes e ônibus. Até recentemente se discutia quem teria sido seu autor, se Martins Fontes, Emilío de Menezes ou Bastos Tigre:

Veja, ilustre passageiro,
O belo tipo faceiro,
Que o senhor tem a seu lado.
E, no entanto, acredite,
Quase morreu de bronquite,
Salvou-o o Rhum Creosotado

Mas o mais importante “escritor-redator" publicitário dos anos 1920 talvez tenha sido Monteiro Lobato com a peça publicitária que ficou popularmente conhecida como ‘Almanaque Fontoura’, contendo noções de higiene e saneamento, historinhas e atividades recreativas para crianças e publicidade a favor do medicamento. O almanaque alcançou a marca dos 100 milhões de exemplares distribuídos, tornando-se assim provavelmente a peça publicitária de maior sucesso no Brasil.
O exercício da propaganda é o campo dos chamados criativos. Exige ideias, inovações e arte. Aproveita-se de todos os avanços tecnológicos que vêm surgindo ao longo das décadas. Foi responsável por impulsionar a televisão, desde a primeira transmissão em preto-e-branco (PRF3 TV Tupi Difusora) implantada por Assis Chateaubriand em 1947, do Museu de Arte de São Paulo (MASP), junto com Pietro Maria Bardi. Chateaubriand ajudou a criar também a Escola de Propaganda de São Paulo, a primeira do gênero na América Latina, que se transformou posteriormente na hoje conhecida ESPM.
Vários escritores-publicitários somaram criatividade e qualidade aos textos publicitários, como Renato Castelo Branco, autor de 22 livros e que chegou a presidente da J. Walter Thompson nos Estados Unidos; Ricardo Ramos (filho de Graciliano Ramos) e Geraldo Santos.
O escritor João Antônio (16 livros escritos) sobreviveu um período de tempo como jornalista e também como redator publicitário. Foi um dos grandes nomes da antiga revista Realidade, da Editora Abril, sob a direção de Roberto Freire. Passou uma temporada em Londrina em 1975 e fez escola. 
Jornalistas, publicitários e escritores impulsionaram a criação de novas revistas, dirigidas para públicos-alvo específicos. O sexo e o conceito de liberdade sexual deixaram de ser tabu a partir do jornal Pasquim para serem descritos e exibidos com todas as letras, tanto na mídia impressa, quanto nas novelas da televisão. Foi também o Pasquim com escritores como Millor Fernandes, Paulo Francis, Ivan Lessa, Sergio Porto e Fausto Wolff, que inovou na linguagem, com um humor aguçado e debochado, trazendo descontração nos textos. Esta forma de escrever foi transposta para a publicidade, como na campanha com os comerciais do garoto Bom Bril.
A participação dos homens das letras no fascinante campo da publicidade nos induz a concluir que se estes dois ramos de escrita e de arte não são irmãos siameses, certamente são primos entre si.
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Telejornalismo: Informação ou Espetáculo?
Profa. Flora Neves *
A Televisão começou no Brasil na década de 1950 com o pioneirismo de Assis Chateaubriand, megaempresário da época, e tornou-se um fenômeno cuja influência alterou a própria urbanização do país. Estava em curso, e se intensificava, o êxodo do campo para as cidades, tidas como locais de maiores perspectivas e modernização mais acelerada. A era do rádio entrava em declínio, e a combinação de som e imagem proporcionada pelos aparelhos de TV fascinava a população. A influência permanece e se amplia nos dias de hoje, chegando mesmo a se verificar que ela não falta em nenhuma casa, e até sem exagero, uma família pode não dispor de uma geladeira, mas não deixa de adquirir um televisor. 
Embora, atualmente, haja uma multiplicidade de opções entre canais de TV a cabo e canais da TV aberta, esta última ainda é dominante no cotidiano das famílias. Essas emissoras de TV aberta são concessões, e por esse motivo, ligam-se ao ambiente político do Congresso Nacional, de onde partem as análises e os acordos que as concretizam. O Brasil tem redes nacionais e concessões regionais com acesso à mesma programação. Cabe destacar que o telejornalismo e a dramaturgia são duas modalidades dessa programação que têm o mais direto potencial de unir a população em termos de sentimento e pensamento. Ocorre, por outro lado, a chamada convergência midiática, em que as pessoas agora também podem assistir a telejornais e peças de dramaturgia por meio de aplicativos baixados em smartphones, como, por exemplo, o Youtube e uma grande variedade de outros canais, acessados via internet. Ou seja, pode-se assistir televisão de um aparelho de bolso.
Um ponto que não pode escapar é o fato de que o telejornalismo foi adquirindo traços da dramaturgia que preenchem a notícia com elementos de emoção, suspense e até mesmo de aventura. Nesse aspecto reside todo um cuidado a tomar, porque a chamada espetacularização da notícia tem origem em roteiros estabelecidos por uma autoria, do mesmo modo que uma novela ou filme. Uma notícia recebida nesse formato pode provir de uma única pessoa ou de um grupo muito pequeno. Há também um agendamento em que, numa determinada temporada, cenários, ambientes, falas de entrevistados, flagrantes retirados de um episódio, edições de matéria, são organizados para promover um dado resultado emocional no espectador e, principalmente, mantê-lo fiel na audiência, sempre esperando o desfecho no dia seguinte como nos capítulos de uma série televisiva. 
Esse é um fenômeno resultante, no caso da emissora de TV aberta, dentre outros, do fato de ela ser uma concessão e necessitar das inserções comerciais responsáveis por seu faturamento. Na época de eleições que atravessamos hoje, muito maior atenção deve ser prestada, principalmente quando repórteres e cinegrafistas se envolvem diretamente com os eleitores nas diferentes regiões, como se presenciou nos últimos pleitos. Por serem manifestações individualizadas, na maior parte das vezes fora de contexto, e mesmo editadas para irem ao ar, torna-se crucial resgatar-se dos sentimentos e emoções que aquela situação particular confere à percepção sobre o candidato sendo mencionado. 
* Jornalista formada pela Universidade Estadual de Londrina, 
mestre e doutora em comunicação pela USP, atuou como produtora, 
repórter, editora e apresentadora de televisão. 
Docente do departamento de comunicação da UEL 
e do Programa de mestrado em comunicação da mesma instituição. 
Autora do livro: "Telejornalismo e Poder nas eleições".

O Acadêmico Miguel Luiz Contani entregando o Certificado de Participação 
à palestrante Profa. Flora Neves
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Ao final da  reunião, momento de confraternização entre Acadêmicos 
e convidados, erguendo um brinde pelo Dia dos Pais

Extratos da reunião de 08/07/2018

Mesa diretiva: a presidente Pilar Alvares Gonzaga Vieira, ladeada pela 
Acadêmica Maria Lucia Victor Barbosa e o palestrante do dia, 
Prof. Daniel de Oliveira Figueiredo

Nosso Mestre de Cerimônias,
Jonas Rodrigues de Mattos

Leitura do Credo Acadêmico, pela
Acadêmica Fátima Mandelli



Os Elementos do Caráter
Acadêmica Pilar Alvares Gonzaga Vieira

“O caráter é produto das ações, das palavras e dos pensamentos de cada dia e cada hora: é o perdão, o altruísmo, a bondade, a simpatia, a caridade, os sacrifícios pelo bem dos outros, o empenho contra as tentações, a resignação ante o infortúnio. Tudo isto, como a combinação de cores num quadro, ou a harmonia de notas na música, é que constitui o homem.”
J. R. Macduff 

Somos o que pensamos. Em nossos pensamentos encontram-se todas as possibilidades de êxito, ou não, em nossas vidas. Foi-se o passado, e o presente foi criado pelos pensamentos e ações do passado. Nosso amanhã será como o construirmos com os pensamentos de hoje. Por conseguinte, pensamentos sublimes e elevados edificarão um grande e nobre futuro.
Há uma crença popular de que tudo que quanto se precisa fazer é alimentar pensamentos construtivos, a fim de se criar um futuro propício, porém este não é um procedimento assim tão simples. Mais do que isto, o caráter dos nossos pensamentos e ideias influenciará nosso futuro.  Por conseguinte, a nobreza de caráter e os elevados ideais morais influenciam profundamente o modo como encaramos a vida.
Na vida interior de cada um de nós, nosso caráter e nossos padrões morais afetam intensamente nosso progresso e desenvolvimento interior. A menos que nos esforcemos pelo que de melhor concebemos em pensamento e atitude, nosso desenvolvimento será lento e pouco recompensador. Isto não quer dizer que devemos ser perfeitos em nossos pensamentos e atitudes, mas antes, que devemos nos esforçar por aprimorar-nos de todos os modos possíveis.
É espantoso como restringimos nosso desenvolvimento, com nossos conceitos de certo e errado, de bem e de mal, de modo que a verdadeira personalidade, não encontra oportunidade de nos revelar a verdade da vida.
Devemos empenhar-nos em seguir nossa própria luz, sem preconceitos e com uma perspectiva verdadeira de nós mesmos em relação a nossos estudos e aspirações.
Muito frequentemente, impedimos nosso desenvolvimento em todos os níveis de vida, por causa de nossas concepções falsas de certo e errado. Nada é tão eficaz para dissipá-los do que uma perspectiva verdadeira da vida.
O caráter se encontra sempre em formação. Nossos pensamentos dominantes, nossos ideais e aspirações interiores, bem como nosso comportamento, estão constantemente moldando nosso caráter em novas e mais sublimes formas, a medida que seguimos os nossos mais altos ideais de vida.
Todavia, muito frequentemente, nos desvíamos do nosso objetivo na vida, permitindo que objetivos menos importantes e problemas diários se tornem dominantes em nossa consciência. Isto influencia profundamente nosso caráter de um modo que mais tarde lamentaremos.
Quando, a outros nos associamos num grupo, inúmeros aspectos do nosso caráter e de nossa personalidade colocam-se imediatamente em evidência, em razão das intensas vibrações estimuladoras. Ocorre um desafio, para que se revele o melhor do que sabemos e podemos realizar. Empenhamo-nos em mostrar nosso melhor comportamento e conservamos à parte muitas das pequenas idiossincrasias de nossa natureza. Sentimos uma especial preocupação em nos distinguirmos, e isto constitui importante aspecto de nosso trabalho de grupo. Deve haver um esforço da parte de cada qual, no sentido de dar o melhor de si mesmos, pois a íntima atmosfera criada na associação de um grupo harmonioso é bastante eficaz para estimular e desenvolver os aspectos mais nobres do nosso caráter. É surpreendente a rapidez com que o desenvolvimento ocorre quando um estudante se reúne a um grupo de companheiros, em especial entre os que estão iniciando seus estudos.
Devemos nos lembrar, porém, que no grupo, alguns poderão manifestar a tendência de reagir de um modo a que todos devemos estar atentos, pois surge a inclinação a nos tornarmos vaidosos e arrogantes em razão de nossos conhecimentos. Devemos, portanto, tomar a precaução de não nos tornarmos egocêntricos, sabichões e incômodos, pensando que conhecemos muito mais que os outros componentes do grupo.
No desenvolvimento de nossa personalidade e conhecimento do mundo, das coisas e das pessoas com quem convivemos, a humildade é a diretriz mais importante e proveitosa para todos os nossos pensamentos e ações.
A humildade de caráter constitui uma característica indispensável para o progresso e o verdadeiro servir.
Frequentemente deturpamos a finalidade e o propósito dos estudos a que devotamos nossas vidas. O fim último do conhecimento é prestar eficiente serviço à humanidade.
Por conseguinte, estejamos sempre atentos às responsabilidades de aprendermos e compreendermos e de servimos com humildade.
Que a beleza radiante e a amorosa harmonia de nosso caráter, possa brilhar sempre para iluminar o caminho, e que o serviço por nós humildemente prestado, possa verdadeiramente refletir as qualidades do nosso ser e nosso caráter.  



Nosso Momento de Arte contou com a apresentação da pianista Flávia Harumi Miashyta, que nos brindou com músicas de Dave Brubeck e Chiquinha Gonzaga. Flávia é aluna do maestro Fernando Mourão.








A FALSA NEOESQUERDA BRASILEIRA
Acadêmica Maria Lucia Victor Barbosa *

A esquerda brasileira é uma quimera. Característica não apenas nossa, mas que aparece na América Latina e tem causas que podem ser encontradas, inclusive, no afã de justificar nossos fracassos fazendo contraponto aos países capitalistas, notadamente, os Estados Unidos. 
Na teoria da dependência consta que somos pobres porque os ricos capitalistas nos exploram. Desculpa reconfortante para fugir de nossas responsabilidades e creditar a outros nossas desgraças.  Desse modo, a tática da vitimização encontra nas falsas promessas da esquerda a sedutora utopia da igualdade
Para a imposição da mentalidade esquerdista são criadas massas de manobra, sendo o alvo principal a juventude doutrinada na escola e, principalmente, na universidade. Sem maturidade para cotejar os fatos à luz da realidade os cérebros juvenis absorvem ralas noções marxistas e, sobretudo, palavras de ordem. Aprendem que ser de esquerda significa ser bom, defensor dos pobres, possuidor de caráter ilibado. Na direita está a “elite” maldosa, seguidora de um tal de neoliberalismo, opressora dos pobres e oprimidos que necessitam dos paladinos da esquerda para salvá-los em nome da causa, ou seja, da fé.
Não é transmitido aos jovens os horrores do comunismo, sistema que matou milhões de pessoas, sequestrou a liberdade, reduziu a maioria à miséria enquanto uma casta dirigente usufruía do poder e seus inerentes privilégios e, que por fim, fracassou. Na América Latina são, entre outros expressivos exemplos do que pode fazer a chamada esquerda para a desgraça das populações, Cuba e Venezuela.
No Brasil, o governo petista depois de quase 14 anos no poder afundou o país economicamente e corrompeu valores, tendo chegado à decadência por contas da ganância, da incompetência e da corrupção institucionalizada.
Além das massas de manobra existem também os oportunistas, que se dizem de esquerda para obter vantagens nas universidades e nos empregos loteados pelo PT por todo País. Não faltam além disso as espertas lideranças partidárias e os candidatos populistas, que em campanha são de esquerda desde criancinhas.
Note-se que nenhum de nossos partidos, esses trampolins para se alcançar o poder, se apresentam como de direita. Para evitar o estigma de fascistas ou coisa pior preferem se dizer de esquerda, centro-esquerda, centro e, no máximo, de centro-direita.
Esse esquerdismo é totalmente falso porque não temos partidos ideológicos, mas, sim, clubes de interesses. Além do mais, a chamada esquerda virou uma mistura de opiniões politicamente corretas que nada tem a ver com o marxismo.  Alguns neoesquerdistas chegam a se declarar cristãos, o que deve fazer Karl Marx revirar na tumba.
O PT, que sempre foi considerado o maior partido brasileiro de esquerda, nos seus congressos nunca conseguiu definir qual era seu socialismo.
Seria o PDT um partido de esquerda? Seu candidato à presidência da República, Ciro Gomes, conhecido por seus destemperos, grosserias e insultos está no sétimo partido e mantém os pés em duas canoas: a considerada de esquerda e a que é vista como de direita.
Marina, PT de coração, esqueceu a ecologia e aceita na Rede qualquer “peixe”. Ela se tornou a menina dos olhos de FHC (PSDB), que depois de destruir a candidatura de João Dória à presidência da República parece desgostoso com o fraco desempenho de Geraldo Alckmin.
Curiosamente, o pré-candidato do PC do B ao governo do Rio de Janeiro, Leonardo Giordano, admitiu que seu partido considerado de extrema esquerda apoiou a administração do ex-governador e atual presidiário, Sérgio Cabral (MDB) e do ex-prefeito, Eduardo Paes (DEM). A combativa deputada, também do PC do B, Jandira Feghali, foi secretária da Cultura na gestão de Paes.
Muitos são os exemplos da falsa esquerda e no momento o que se vê é uma matéria gelatinosa de todos os partidos buscando freneticamente entre si alianças das mais esquisitos. Esquerda? Que nada. O que existe apenas é o lado de cima.
* Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.

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Cuidado com o Estado de partido único
Acadêmica Ludmila Kloczack

Ao indagar se os Estados Unidos correm o risco de se transformar numa tirania, o autor assinala que os americanos que criaram os fundamentos da Democracia
americana, acreditavam que sim. Por isso, cuidaram em criar um sistema cuja lógica visava mitigar as conseqüências das imperfeições reais, e não celebrar, nem se iludir, com a perfeição imaginária. Nas palavras de Wendell Phillips, abolicionista americano, “o preço da liberdade é a eterna vigilância” e acrescenta que “ o maná da liberdade popular deve ser colhido a cada dia, ou apodrece”.
Democracias surgidas após a Primeira Guerra Mundial (e da Segunda), ruíram quando, numa combinação entre eleições e golpe de Estado, um partido único se apossou do poder. Quando nazistas, fascistas e comunistas venceram eleições, utilizaram-se, em seguida, de uma combinação de espetáculo, repressão e ‘tática do salame’ – ao cortar, uma a uma, as fatias da oposição, para obter a hegemonia do poder.
O autor lembra que os alemães que votaram no Partido Nazista em 1932, não imaginavam que seriam privados do voto até 1945, quando a Alemanha perdeu a Segunda Guerra. Do mesmo modo, o Partido Comunista Tchecoslovaco, ao obter o poder pelo voto, aboliu a Democracia e manteve-se no poder até o colapso do sistema em 1989. Mais recente, os russos que votaram em 1990, não imaginavam que seria a última eleição livre e limpa da história do país, pois a oligarquia russa surgida depois dessas eleições, continua no governo e promove uma política externa destinada a destruir a Democracia em outros países. Nos Estados Unidos, a oligarquia transforma-se em ameaça à medida que a globalização aprofunda a desigualdade econômica e fornece aos muito ricos maior liberdade de expressão e mais poder de voto que os outros cidadãos.
Nas palavras do autor, é preciso corrigir o sistema eleitoral, incluindo “votos de papel, que não podem ser adulterados remotamente e sempre podem ser recontados”.
Snyder, T. Sobre a Tirania: vinte lições do século XX para o presente. 
1ª. Ed.; São Paulo:
Cia das Letras. 2017 ( 3º. Capítulo)
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Um roteiro para a leitura de charges
DANIEL DE OLIVEIRA FIGUEIREDO *

As charges são, notadamente, um instrumento argumentativo largamente utilizado em diversos meios de comunicação e em diversos cenários diferentes. Algumas vezes encarada como apenas uma crítica bem-humorada à fatos do cotidiano, as charges, em uma leitura mais apropriada e especializada, desempenha papel fundamental na constituição e formação da opinião das pessoas em muitos assuntos, inclusive assuntos bastante delicados.
As famosas Charges de Maomé (promovidas por um jornal dinamarquês), o caso do periódico francês Charlie Hebdo em 2015, o atentado à liberdade do chargista adolescente da Folha de São Paulo e várias outras situações deflagram o potencial argumentativo dessa modalidade de gênero verbo-visual (característica de uma linguagem híbrida) e toda sua força crítica na defesa de determinada opinião.
Dadas essas idiossincrasias, um roteiro para leitura de charges é apropriado para uma reflexão mais precisa e aprofundada desse recurso imagético, vista sua importância em nossa sociedade contemporânea. O roteiro se articula em três eixos, com oito elementos constitutivos.
O EIXO DE BASE possui os elementos da situacionalidade, em que se percebe o cenário e conjuntura da situação que é referida na ilustração, e a contextualização, etapa em que analisa-se elementos que constituem o contexto de publicação e produção da charge.
O EIXO DE ESTRUTURAÇÃO revela algumas perspectivas criativas e formais da construção da charge, como a dimensão visual (elementos da linguagem visual, como utilização de cores, formas, texturas e traço estilístico do artista); a dimensão textual (recurso muito presente nos balões e títulos); uso de caricaturas e estereótipos (reconhecimento dos personagens ali descritos e as noções de grupos sociais e políticos representados); e as relações intertextuais (recurso muito usado na constituição das mensagens que se constroem em uma relação explícita ou implícita com outros textos).
Entrega do Certificado de Participação
ao palestrante, pela Acadêmica
Dinaura G. Pimentel Gomes
Finalmente, o EIXO DE ARGUMENTAÇÃO engloba a análise do efeito político causado pelo humor da charge no leitor e a opinião que é revelada na articulação de todos esses elementos em harmonia, culminando na crítica global que é percebida.

*Formado em Relações Públicas
Doutor em Estudos da Linguagem
Professor do Departamento de 
Comunicação da UEL 







Os Acadêmicos
 Sergio Alves Gomes
e Marco Antônio Fabiani
externaram suas opiniões a respeito
do tema apresentado
pelo palestrante,
contribuindo para o debate

Extratos da nossa reunião de 10/06/2018

Mesa diretiva: nossa presidente Pilar Alvares Gonzaga ladeada pelo palestrante do dia, 
Dr. Luiz Parellada Ruiz e pela Acadêmica Ludmila Kloczak 

Mais uma vez contamos com nosso
Mestre de Cerimônias.
Jonas Rodrugues de Mattos

A leitura do Credo Acadêmico
coube ao Acadêmico Miguel Contani 



Senhor Tempo
Patriotas que prestam serviços à nação

Desde que o mural foi pintado pedaço por pedaço, cena por cena, o observador normal é guiado em toda sua extensão para examinar uma seção de cada vez, e avançar lentamente até a pintura total ter sido vista e apreciada. Pode-se dizer que passamos pela vida de maneira semelhante. Assim, vivemos ou vemos uma cena ou um dia de cada vez. Aquilo que vemos no momento é o presente; aquilo que já vimos é o passado. As cenas a serem ainda apreciadas são o futuro. O mural, no entanto, é o agora. Exceto pela maneira em que a ele nos relacionamos, nada há senão o mural completo, o agora. Apenas podemos lembrar as primeiras vistas rápidas, e antecipar as que se seguirão.
Chegamos, assim, ao eterno agora. O agora é a morada venerada dos nossos ancestrais. O agora é o palco no qual todo o drama da vida deve ser representado. O agora é a arena para todas as ações. O agora é a oportunidade para aprimorarmos nosso passado em desenvolvimento. O agora é o único ensejo para criarmos o futuro que desejamos ter. O agora é o momento! Este é o momento que temos de viver. Aferramos-nos tanto ao passado e lamentamos os erros cometidos é perder tempo. Podemos relembrar o passado e reconstruí-lo, porém, jamais modificá-lo. Ele está consumado.
O passado, não obstante. É para nós valioso. Como não podemos modificá-lo e desse modo confundir-nos, poderíamos estudá-lo com percepção tardia e, com a maior experiência do presente, aprender como evitar os erros que já cometemos. Em assim fazendo, podermos constatar como para nós mesmos criamos a situação presente. Se não gostamos de nosso passado, sabemos, pelo menos, como não devermos proceder.
Quando finalmente desfrutarmos do futuro que no momento estamos criando, o fogo fátuo terá desaparecido e compreenderemos que estamos realmente vivendo o agora. É correto visualizarmos e mentalmente criarmos o futuro que desejamos, por meio de nossas ações do momento. Contudo, é um sério erro refugiarmo-nos em um futuro não preparado, fazendo castelos no ar para evitarmos enfrentar as experiências necessárias de cada dia. As ações que procrastinamos hoje, voltarão a nos acossar no futuro que criamos. Cada lição de vida que enfrentamos corajosamente e dominamos, hoje, está terminada e passa a ocupar seu devido lugar em nosso passado congelado, para nunca mais nos importunar. Nossas provas e tribulações têm por finalidade única ensinar-nos como dominar a vida. Tão logo superadas, passamos a experiências melhores e mais felizes.
No magnificente porém ordenado agora, temos oportunidade ilimitada para viver e crescer, sonhar e criar tudo aquilo que quisermos. Esqueçamo-nos do tempo. O tempo não existe! Não precisamos nos apressar ou nos preocupar por que estamos no agora eterno. Deus existe e nós existimos.
Pilar Alvares Gonzaga Vieira
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Nosso "Momento de Arte" brindou os presentes com a apresentação do tenor Fernando Teixeira (aluno do Prof. João Miguel Ayub), acompanhado da pianista Elaisa Barbosa (aluna da Escola de Música Semitom,do Maestro Fernando Mourão). Ambos são músicos do 
Instituto José Gonzaga Vieira. 
Foram apresentadas duas canções, "Lua Branca", de Chiquinha Gonzaga e "O Sole Mio", música atribuída ao maestro Alfredo Mazzuchi (1878-1972), que compôs a música junto a Eduardo Di Capua. A letra de "O Sole Mio" foi escrita em 1898 pelo poeta Giovanni Capurro. 
(Assista ao vídeo em tela inteira)
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Efemérides do Mês de junho
em Portugal; suas repercussões no Brasil

Acadêmico José Ruivo

Dia de Portugal
Dia de Camões
Dia da Comunidade Lusíada
Dia do Anjo de Portugal – o Anjo da Paz

Neste dia 10 de junho, em que realizamos a nossa reunião ordinária, os Portugueses verdadeiros, que ainda restam em diáspora por todo este mundo, comemoram o dia de Camões, outrora escolhido para honrar toda a Nação Portuguesa, e todos aqueles povos que, espalhados pelo mundo formaram uma comunidade Lusíada, testemunho do que outrora, foi um Portugal plurirracial, pluri-continental e pluri-religioso. Hoje Portugal não existe mais como Nação Soberana; reduzido que foi a uma pequena província, e talvez a menos considerada, de uma Comunidade Europeia; cuja capital está em Bruxelas.
As mais das vezes, as várias Nações escolheram para seu dia comemorativo, o dia de sua existência política, o da declaração de sua independência: o dia 07 de setembro, para o Brasil; 04 de Julho os Estados Unidos da América do Norte.
Em Portugal se escolheu o dia 10 de Junho, em que se comemora o falecimento, segundo a carne; para nós católicos, é o dia do nascimento para a eternidade, daquele português que se chamou Luís Vaz de Camões. Enquanto para os outros países é o fato histórico que é lembrado, para Portugal é o Espírito que caracteriza e unifica toda uma nação lusíada que é exaltada.   
Em Portugal o espírito do Cristianismo o conduziu, agregou e unificou. Talvez  pelos anos de 50, São Tiago Apóstolo estivera na Península, na região de Brácara Augusta, e as comunidades cristãs já eram tão florescentes que, cerca do ano 100, São Clemente, o Terceiro Papa depois de São Pedro nomeou Santo Ovídio, um nobre romano, talvez convertido pelo próprio São Pedro, como primeiro Bispo de Brácara  Augusta. Isto deu ao Arcebispo de Braga o honroso título de Primaz das Hespanhas.
Das primitivas tribos, habitantes da região da Serra da Estrela, os Lusones, de que há notícias de uma organização social, religiosa e familiar de cerca de 30.000 (trinta mil anos) e passando pelos Lusitanos, os Lusíadas, passando pelos portugueses, herdaram as qualidades religiosas, morais, sociais e familiares que lhes deram uma identidade própria, e um espírito orientado para o transcendente que, pela sua superioridade moral, em si englobaram as múltiplas tribos que pela península Ibérica passaram.   Das que ficaram, elas foram englobadas pelo espírito superior que lá encontraram. E assim também aconteceu em todos os recantos até onde os portugueses chegaram; por exemplo Malaca.
E como uma encarnação humana dessas qualidades lusíadas foi encontrado no Espírito de Luís de Camões um seu reflexo perfeito – “Fé; Amor da Pátria não movido de premio vil”, como ele próprio escreveu nos Lusíadas; busca do saber; − a sua cultura era vastíssima, quer no plano religioso, quer no plano científico; espírito de aventura, valentia pessoal (“para servir-vos braço às armas feito; para cantar-vos mente às musas dada”; – em combate, em Ceuta, perdera o olho direito) pobre, porque honesto, não enriqueceu com os bens materiais que teve ao  seu alcance, quando em Macau foi nomeado Provedor  dos defuntos e ausentes (o que lhe dava o poder de administrar os bens havidos em nome dos outros).
Foi Luís de Camões um símbolo vivo da Lusitanidade pela sua superior inteligência pelo seu saber, abrangente cultura, esclarecido espírito religioso – (numa época em que as cismas grassavam pela Europa, e estavam em moda nos meios intelectuais, ele se manteve fiel católico, apostólico, romano).  E sobretudo pela sua capacidade de tolerância, compreensão, e respeito pelos outros povos, em seus diferentes costumes e religiões, e entre eles estabelecer amizades e cooperação, ainda hoje características do povo português, foi então escolhido o dia de seu nascimento para o Céu, como dia representativo da Nação Portuguesa, em sua Lusitanidade em diáspora.
Em Macau ainda hoje, se visita a gruta em que, supostamente escreveu uma parte dos Lusíadas.

Festejos populares

Fenômeno religioso
Desde o início da humanidade, em que a inteligência se ia desenvolvendo e a observação se ia esclarecendo, a comprovação da existência de forças que transcendiam o homem, o qual não tinha capacidade de controlar e dominar, no seu espírito foi-se insinuando a existência de seres, a que chamou deus ou deuses, e a que atribui por antropomorfismo as qualidades e defeitos existentes no próprio homem, particularmente a capacidade de fazer o bem ou fazer o mal.
E como nas sociedades humanas, quando se pretende obter a benevolência dos superiores, ou sua proteção ou intermediação, se lhes oferece dons, assim em face das divindades se lhe fazem ofertas propiciatórias, ou em preito de gratidão.   E isto em todas as culturas.
Como exemplos – Nas ilhas vulcânicas do Pacífico, se ofereciam virgens que se lançavam nas crateras dos vulcões, para que se aplacassem e não entrassem em devastadoras erupções.
Nos Astecas, considerando que o sol morria todas as tardes, e era preciso dar-lhe forças para que continuasse vivo e benfeitor dos povos, eram-lhe oferecidos, ao nascer e ao por do sol, os corações palpitantes arrancados dos peitos dos escravos ou prisioneiros de guerra, vivos, no cimo das pirâmides aonde os templos se encontravam.
Há notícias de que, no decorrer de um eclipse do sol, foram sacrificados, enquanto este durou, cerca de duas mil vítimas.
Ainda para aplacar o deus do mal, o Imperador asteca, realizava uma dança ritual, revestido da pele que tinha sido esfolada de um nobre prisioneiro de guerra, enquanto vivo.
Os sacrifícios humanos eram feitos à sombra das árvores sagradas dos Celtas pelos seus sacerdotes, curandeiros e magos, os druidas. Os fenícios sacrificavam meninos de tenra idade no ventre do seu deus Moloch, enquanto uma fogueira nele, era acesa. De igual modo se fazia no Moabe; vizinho da Judéia em honra do seu deus Quemos.
Ainda, com o intuito de defender as muralhas da cidade do furor de seus inimigos, eram enterrados em seus alicerces, os filhos dos Reis, então reinantes.
Hoje, já não é tão frequente a tortura física, mas a tortura moral e psicológica é muito mais atroz e devastadora, das vítimas.
A estes sacrifícios assistiam os povos que, em procissão, se dirigiam aos locais em que estavam as imagens dos ídolos, a que se ofereciam estes sacrifícios. E as mães das crianças sacrificadas eram obrigadas a assistir, e impedidas de chorar.
Olhando a história, vemos estas procissões realizadas por motivos religiosos, que em todas as culturas são encontradas.
Na antiga Grécia, se dirigiam aos locais sagrados. Em Roma, nas festividades como as Saturnálias. Na Judéia, as caravanas vindas de todos os pontos, convergiam para a celebração da Páscoa, no Templo de Salomão, em Jerusalém.
No avião da Companhia Israelense El Al, e conclamando ao retorno, ouvi cantar: “No ano que vem, em Jerusalém”.
No Hinduísmo, se vai até à cidade de Benarés, para o Banho Purificador, tomado no Rio Ganges.
No Islamismo, os muçulmanos têm como um dos cinco pilares da Religião de Maomé, a peregrinação a Meca, ao menos uma vez na vida. A sua não realização é considerada pecado muito grave, a menos que existam fortes razões para não a fazer. Os cinco pilares do Islamismo são:
1 - Islã – obediência ao corão
2 - Oração 
3 - Esmola
4 - Jejum no mês do Ramadã
5 - Peregrinação a Meca
Para os Cristãos, e desde o primeiros tempos, as peregrinações aos lugares sagrados, em que viveu, pregou e morreu o Senhor Jesus Cristo, e aos lugares em que São Pedro e São Paulo deles fizeram a sede da Igreja primitiva, eram feitas  ou por devoção, na esperança de obter as bênçãos do Céu ou para venerar os túmulos dos Apóstolos, ou ainda, em penitência por pecados públicos havidos em suas  vidas. Roma, deu então o nome de Romaria, às peregrinações que, inicialmente a esta cidade se dirigiam; e que depois se estendeu em Portugal e creio que no Brasil, aos lugares de veneração popular.
Hoje, em que os meios de locomoção tornam mais fácil o deslocamento, as peregrinações a locais como Loreto, Lourdes, Fátima, Santiago de Compostela, e outros, tem um aspecto mais estrictamente religioso.
Falando agora de Portugal: desde quando as peregrinações eram feitas a pé, em carroças puxadas a mulas ou bois, se foi associando um aspecto profano ao componente religioso.
Em cada aldeia, vila ou cidade, a sua igreja Matriz era dedicada em especial à veneração de determinado Orago – ou seja Santo Protector e intercessor junto do Trono do Altíssimo Deus. Em louvor ou em honra destes Santos protectores ainda hoje se realizam festejos comemorativos de suas festas litúrgicas, nas quais o povo implora as graças do Céu que pretende para a sua vida, ou em agradecimento pelos favores já obtidos.
Hoje, os transportes modernos, comboios, ônibus, automóveis, facilitam os deslocamentos – No entanto por devoção ou penitência ainda há grupos de pessoas que partem em peregrinação a pé. Os vindos de Lisboa demoram cinco dias para chegar a Fátima. Do Porto se levam oito dias; de Braga dez dias. De igual modo este tempo demora as peregrinações saídas das várias vilas e aldeias.
É, como nos seculares caminhos, antigas vias romanas, que hoje são percorridas pelos peregrinos que se dirigem a Santiago de Compostela, existem quintas ou pousadas improvisadas, que pela noite dão abrigo aos romeiros para descanso e às vezes alimento. Nos portões, de noite, é acesa uma luz vermelha, que indica que ali se pode repousar.
Antigamente, se seguia a pé e nas paradas necessárias para repouso, ou na véspera do dia da festa, se montava um arraial, com tendas para os romeiros, e grandes fogueiras para aquecimento e iluminação. Ali se juntavam vendedores ambulantes que ofereciam refeições leves, doces locais, e lembranças religiosas e do artesanato local. Os mais jovens sempre improvisavam um bailarico ao som de acordeom, violas, flautas e tamborins. No dia seguinte tem lugar a festa religiosa: procissão com o andor do Santo protetor, missa solene, sermão, e cumprimento de promessas feitas pelas graças obtidas, ou oferendas em honra do Santo.
Hoje, quando as aldeias em Portugal estão quase desertas, ainda se conserva em muitas delas a festa do santo padroeiro. E muitos daqueles seus habitantes que emigraram para os países da Europa, sobretudo para França, a ela voltam para honrar o seu Santo protetor. 
Em Lisboa, no mês de junho costumavam ser festejados os três santos cujas festas litúrgicas se comemoram nesta data: Santo Antonio, eleito Padroeiro da Cidade de Lisboa, aonde nasceu, no dia 13; São João Baptista, no dia 24 de Junho e São Pedro, no dia 29 de Junho.
Nas noites que antecedem estes dias, os bairros populares de Lisboa, se transformam em aldeias em festa. Suas ruas são enfeitadas com bandeiras recortadas em papel de várias cores e com balões suspensos iluminados com lâmpadas; são armadas mesas e ali se vendem sardinhas assadas na brasa, febras de porco igualmente assadas, enchidos defumados, doces locais; vinho a copo. Há música e muita gente vem participar da festa. 
Ainda, e assemelhando-se às aldeias, cada associação de bairro tinha o seu rancho folclórico local, que, com seus antigos trajes característicos, e com arcos enfeitadas com as bandeirinhas de papel e balões acesos desfilavam pela noite, na Avenida da Liberdade.
Havia prémios para as melhores apresentações, oferecidos pelo governo.
Hoje, na descaracterização nacional por que estamos passando, não sei se ainda existem estas festas.
Para o Brasil foram trazidas estas festividades.
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Sobre as tiranias:
defenda as instituições
(Texto de Timothy Snyder)
Acadêmica Ludmila Kloczack
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Os primeiros europeus
Colaborador Cultural Dr. Luiz Parellada Ruiz *

O palestrante narrou sua visita a Atapuerca, localidade que fica a 15 km de Burgos, na Espanha. Atapuerca, hoje considerado Patrimônio da Humanidade, é um sítio arqueológico onde em tempos antigos habitaram tigres, rinocerontes, bisões, ursos e outros animais e engloba um desfiladeiro onde se escondem os achados arqueológicos de uma escavação arqueológica, única no mundo. Lá foi encontrado o maior depósito de fósseis humanos da Terra, os mais antigos da Europa. Uma equipe de cientistas estuda os achados há mais de 30 anos. São centenas de especialistas em pré-história, paleontologia, biologia, 
geologia, etc.
A área de escavações em Atapuerca

Os 
fósseis revelam mais de um milhão de anos da evolução humana. Estes achados podem ser apreciados no Museu da Evolução Humana, que expõe também réplicas das espécies humanas do passado. Entre os achados está Miguelon, apelido para o crânio mais completo de um Homo Heidelbergensis jamais encontrado. 

* Médico formado pela Universidade Saragossa – Espanha em 1956 e revalidado na faculdade de Medicina da Universidade do Recife – PE em 1963, especialista em Patologia Clínica, Medicina Laboratorial. Foi professor assistente de microbiologia clínica da UEL, presidente da associação médica de Apucarana e superintendente da Unimed de Londrina


Miguelon, o crânio encontrado



O Museu da Evolução Humana

O palestrante Dr. Luiz Parellada Ruiz recebendo o 
Certificado de Participação das mãos do 
Acadêmico Sergio Alves Gomes